Artigo

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QUAL É A NOSSA MOEDA, HOJE?

Ivanaldo Xavier*

Há alguns anos, durante as crises econômicas e os arrochos provocados pelas tristes e equivocadas decisões tomadas pela gestão Fernando Henrique Cardoso, escrevi uma crônica onde declarava que a moeda corrente do Brasil, naquela época era a perspectiva, cunhada à duras penas ao final de cada ano quando se celebrava o Natal e o Ano Novo. O brasileiro, como sempre, acreditava em um ano melhor e juntava suas perspectivas para os 365 dias que se iniciava com o novo ano. Hoje, temos uma situação bem diferente daquela, pois o atual governo vem destruindo não apenas as perspectivas de dias melhores, mas também a esperança do brasileiro de que exista uma luz no fim do túnel.

Cunhávamos as nossas perspectivas que chegavam a nos abastecer dessa moeda até antes de começar os meses B-R-O-Bros, como são conhecidos setembro, outubro e novembro e a partir daí passávamos a usar a esperança para terminar os dias que ainda restavam no ano. Veio a gestão PT e imprimiu um novo jeito de governar, considerando gente, as pessoas mais pobres, os negros, as mulheres, os LGBT’s, os miseráveis, os sem tetos, os sem terras, enfim, todos aqueles que não constavam, até então, nas políticas públicas elaboradas pelos últimos governos brasileiros de tão triste memória e que resultou na morte de bravos heróis, na perseguição de muitos outros e no exílio de grandes brasileiros. Foram os anos da ditadura e até da transição para o que acreditávamos, ser uma democracia.

Nossa moeda passou a ser o Real e não mais apenas a perspectiva ou a esperança de dias melhores. O brasileiro passou a se alimentar melhor, teve direito ao teto, a educação, emprego e até alguns itens considerados supérfluos e que somente à elite tinha acesso. Vivemos dias de glória e o país até saiu do Mapa da Fome publicado pela ONU, anualmente. Passamos a disputar a sexta posição entre as maiores potências econômicas do planeta e tivemos o privilégio de formar uma reserva cambial de quase 400 bilhões de dólares, maior até mesmo que a dos Estados Unidos, o que nos dava uma estabilidade econômica invejada pelas maiores nações, que estavam altamente vulneráveis às crises econômicas internacionais, que no capitalismo, são cíclicas, pois o capitalismo é uma espécie de uma gigantesca pirâmide, um dia a casa cai e alguém tem que pagar a conta.

Sanguessugas do legislativo, judiciário, executivo e a grande mídia uniram-se à potências internacionais e resolveram que o povo da América Latina teria que pagar essa conta da gigantesca pirâmide que é o capitalismo e passaram a golpear democracias, como a do Brasil, principalmente, que ainda não estava totalmente consolidada. Aqui as instituições públicas ainda sofriam espasmos de ditadura e de vez em quando ainda saíam dos trilhos da democracia e experimentavam decisões ditatoriais.  Aqui ainda confundiam liberdade de expressão com liberdade de calúnia nas grandes mídias. Aqui a população ainda não havia sido devidamente instruída sobre os seus direitos numa democracia.

Do dia para a noite constatamos que nossa moeda Real havia desaparecido de circulação para os pobres, negros, mulheres, LGTB’s, miseráveis, sem tetos, sem terras… enfim, para o brasileiro comum em sua grande maioria como o resultado de um golpe na democracia e no povo. Tentamos recorrer às perspectivas e lembramos que não havíamos cunhado esta moeda virtual durante muitos anos e ela não mais existia para substituir a moeda corrente… corremos nossos olhos para a nossa última alternativa, a esperança, que dizem ser a última que morre e ela estava lá, agonizante, dando os seus últimos suspiros de vida. Não adiantou massagem no coração, respiração boca a boca. A esperança também morreu. Estamos, então, sem nenhuma moeda?

*Jornalista e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Autor dos Livros: O Organoléptico e Da prensa ao jornalismo ambiental.

 

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Eu sou teu sangue meu velho

Claro, que nós homens estamos numa categoria inferior à da mulher, ela sim é sublime, apesar de todo nosso esforço de ter algum poder igual ao dela, sempre acabamos chorando nossas mágoas em seus braços, ela merece todas as homenagens, e digo: 365 dias são poucos à sua grandeza. Mas, hoje é dia de falar de homem, macho, super-herói: pai.

Diga aí, qual o “caba” macho que num faz os olhos verterem quando lembra de seu velho pai? Ou aquele que não teve tempo para conhece-lo, ou ainda: aquele que não sabe quem é seu pai? Por mais insensível que seja, o sujeito não resiste. Nem que seja pelo menos uma nanogotinha no canto do olho, certamente escorre, não tenho a mínima dúvida disto.

Eu mesmo daria alguns anos de minha vida por poucos segundos permitidos à minha infância ao lado do meu pai e daria outros tantos com cada filho que puder ter no colo, pondo-o para dormir cantando. Olhe, meu amigo ser pai, é uma coisa assim… Assim, como….Quer dizer é assim… Quase… Bom, quem é pai sabe do que falo.

Ah! Não me venha com essa conversa de todo dia é dia dos pais e esta data é coisa do capitalismo selvagem, do consumismo desenfreado, concordo. Mas, eu, hoje, vou almoçar com o meu, e depois que minha irmã, Márcia disse que tinha uma tripinha de porco bem torradinha  – que Socorro não veja -, feita no capricho pra ser degustada, não falto nem a pau, aliás, só quero um motivo pra ir almoçar lá em papai: quando chove; faz sol; é domingo; sexta-feira; segunda; valho-me de qualquer ensejo para ver meu pai, enquanto ele está por aqui, preciso aporveitar. Não quero ser mais um a ter Epitáfio – Titãs, como trilha sonora da vida.

Mas, se você acha bobagem, tudo bem. Agora, não me venha choramingar quando ouvir Pai – Fábio Jr, “Tudo porque te amo” – Casa da Máquinas, Meu Velho de Altemar Dutra, ou quem sabe Naquela Mesa do Sérgio Bittencourt que escreveu esta maravilha para o seu pai Jacob do Bandolim. Portanto, meu caro, se eu chorar e a lágrima molhar o meu sorriso, fique certo que é alegria, de você já não sei. Um Feliz Dia dos Pais.

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DE CERCO E CIRCO

Quem foi o idiota que disse que “a alegria do palhaço é o circo pegar fogo”? Mesmo Nero, que não era nenhum palhaço, mas, apenas um péssimo cantor, se assustou quando percebeu a trágica dimensão do incêndio que impôs à eterna Roma. É bem certo que numa visão pragmática o fogo tem função purificadora, redimente, todavia, o faz radicalmente e com destruição até da coisa confrontada, para o bem ou para o mal. Assim, palhaço que se preza mesmo não deseja que o circo pegue fogo, pois, afinal, o espetáculo deve continuar e fazer rir é o seu objetivo de vida, além de ganha-pão, claro. A referência serve àqueles que têm vida de palhaço sem serem necessariamente palhaços na vida.

Cai como uma luva essa assertiva se o foco for direcionado ao momento político atual. Ora, poucas vezes na história desta República um presidente sofreu um cerco tão grande quanto o Temer, num país em que a luta contra notórios e notáveis corruptos se transformou em pretexto para ações de conquista e fortalecimento do poder político. O mais intrigante: as famílias brasileiras, homens e mulheres, participam entusiasticamente dessa caça aos corruptos, como se isso nada tivesse a ver com eles, como se os políticos e outros biltres envolvidos em falcatruas com dinheiros públicos não tivessem sido eleitos com seu votos. Queiram ou não, os políticos de todos os matizes e exercestes de cargos eletivos têm a mesma cara do povo brasileiro. Afinal, “levar vantagem em tudo”, ser mais ‘esperto’ , furar as filas da vida ou ser fascinado por privilégios faz parte do nosso ethos, “complexo de vira-lata” à parte.

O surpreendente é a recorrência da corrupção: a despeito das técnicas sofisticadas de investigação e das cada vez mais frequentes, estonteantes e arrasadoras ‘colaborações premiadas’, as ‘delações’ para usar a linguagem mais crua e usual, políticos importantes continuam a agir desabridamente com a promoção de negociatas e ações criminosas de corrupção, além daquelas que fazem para esconder os malfeitos e obstruir a atuação da Justiça.

Foi o que ocorreu recentemente com pessoas com trânsito no Palácio do Planalto e, pasmem, com protagonismo direto do presidente da República, Michel Temer, o que deu à crise política contornos insuportáveis. Como explicar o envolvimento direto de pessoas do círculo íntimo do presidente Temer em casos comprovados de corrupção: a cena filmada e exibida do deputado Rocha Loures a receber uma mala de dinheiro sujo chega a ser patética, sobretudo, a corrida que fez pelas ruas de São Paulo capaz de quebrar até os recordes do velocista Usain Bolt. Mais ridículo ainda foi o diálogo do próprio presidente da República  com o empresário corruptor – o indefectível Joesley Batista, o ‘Safadão’, do grupo J & F, no subterrâneo do Palácio Jaburu, residência de Temer, quando foram tratadas questões que envolvem graves crimes e que, levados a conhecimento do Supremo Tribunal Federal através de denúncia formalizada pela Procuradoria Geral da República, se transformaram na primeira apuração criminal na história da República que envolve a figura do primeiro mandatário da nação por crime comum.

O presidente Temer, todavia, somente será definitivamente processado no STF se mais de um terço dos membros da Câmara Federal aceitar a denúncia. Temer já ganhou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. No plenário, dificilmente sairá uma decisão que determine o prosseguimento da denúncia: goste ou não dele, fato é que Temer conhece muito bem esse jogo e sabe jogar, jogando na mesa os triunfos que tem no momento certo. Contrariamente do que ocorreu com a ex-presidente Dilma Rousseff, Temer dá mostras de enorme capacidade de articulação política para conseguir votos suficientes para sepultar o processo que poderia afastá-lo da presidência e, de modo definitivo, defenestrá-lo da presidência da República. Sem dúvida, ele vem suportando olimpicamente um dos maiores cercos políticos sofridos por um presidente da República da história brasileira.

Uma coisa é certa: embora fragilizado politicamente, sobretudo, com as prisões de seu auxiliares diretos – Eduardo Cunha, Henrique Alves, Rocha Loures e Gedel Vieira, Temer demonstra uma enorme capacidade de dar respostas rápidas e eficazes para os tantos problemas que atravancam o seu governo, inclusive, os baixíssimos  índices de popularidade. Claro, difícil é prever como serão as consequências da sua (anunciada) vitória na Câmara dos Deputados.

Político experiente e profundo conhecedor dos meandros da política, ele sabe que dificilmente será impedido de transmitir a faixa presidencial ao ungido pela urnas na eleição presidencial de 2018, o que, aliás, pode ser até uma razoável solução política neste momento, à míngua de alternativa para sua substituição imediata. Por suposto, imagine-se um afastamento de Temer em face de uma derrota (que não ocorrerá!) no plenário da Câmara Federal: o deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ), conhecido pelo codinome ‘Botafogo’ – que nada tem a ver com o meu glorioso time da Estrela Solitária! –  nas investigações de corrupção da Operação Lava Jato, que convocaria uma eleição presidencial indireta pelo Congresso Nacional. Muita confusão que só agravaria mais e mais as crises da economia e da política. No mais seria trocar seis por meia dúzia, o que não parece nada razoável. Melhor é esperar um pouco mais, pelas eleições de 2018. Afinal, de sã consciência, ninguém quer ver o circo Brasil pegar fogo.

Paulo Afonso Linhares

 

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…É preciso cantar!

 

Creio que a música é uma das mais importantes e majestosas expressões artísticas do homem, quiçá, não seja a mais bela. “Sem a música, a vida seria um erro”, cantou Nietzsche, já o escritor britânico Oscar Wilde escreveu: “A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo”. Outro dia escrevi numa conversa com minha caçula Larissa Brito, que a “música é a maneira mais fácil de falar com Deus”, falei numa tentativa de acalmar seu coraçãozinho adolescente evangélico, e também por não saber rezar, quando necessito de uma intervenção Dele, canto.

Fico em harmonia com os ditos de Nietzsche e Wilde e sigo no mesmo compasso e melodia. Vejam no quê nos transformamos, imagine se não houvesse a música, quê espécie de humanidade seríamos?

Não conseguia imaginar como uma pessoa podia não gostar de música. No jornal Gazeta do Oeste, sobre minha mesa um micro system tinha lugar cativo e sagrado, eu e  Maria  trabalhávamos cantando e, incomodava Lins, o outro colega do departamento de arte. Ele se irritava e, nós nunca nos colocamos em seu lugar, ao contrário, sob o manto do egoísmo dizíamos ser frescura do meu amigo de infância, Chico de Tetê.

Segundo um estudo da Universidade de Barcelona, existem indivíduos que não sentem prazer ao ouvir músicas. Esta incapacidade foi batizada de “anedonia musical específica”. Portanto, meu amigo, Chico, você que já partiu para o Plano Superior e, certamente tem um coração muito mais puro destes que aqui estão, rogo-lhe perdão.

Ontem, tirando a poeira do bornal, onde costumo guardar as mais preciosas lembranças, dei de cara com uma música me empurrando na máquina do tempo de volta aos meus 15 anos, lá nos Paredões, no exato momento em que saía a primeira fornada de pão, da padaria de “seu Arlindo”, de parede e meia da minha casa. Dona Geralda (minha mãe), a estas alturas, já havia feito um bule de café e posto à mesa, juntamente com a lata de manteiga Itacolomy, logo Carlinhos (in memorian), meu irmão, em gesto robótico automático entrava na padaria retornando com uma braçada de pão bem quentinho: doce, d’água, massa fina e sem esquecer o de coco, o meu preferido, para alimentar o batalhão de amigos e namoradas que todas(quase) as tardes batia continência lá por casa, para estudar, e formar um grupo de animadora de torcida para ver “seus namorados pernas de paus” baterem um rachar no meio da rua, confesso que meus olhos, por um momento, tornaram-se uma cacimba minando água, não por melancolia, tristeza, saudosismo, não, não, mas por ter vivido aquele tempo, onde as coisas “pareciam” ser mais simples.

Digo sim: pingou água no teclado. Mas, dessa vez a tristeza reclamou seu lugar ao meu lado. Choramos copiosamente vendo o quê fizeram e estão fazendo e ainda farão com nosso país verde e amarelo.

É Wilde, não tem jeito! Cada vez que ouvimos a mesma música, descobrimos parte do seu segredo, muito embora, pensamos em outro contexto, em outros tempos de quintais. Porém, “para ser feliz nessa vida é preciso cantar”.

“Hoje, você é quem manda falou tá falando, não tem discussão, não…”

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Presidente do Conselho Regional de Economia comenta sobre cenário econômico com possível queda de Temer

Nos últimos tempos, o país tem vivido cenários instáveis na economia devido os reflexos da política. Na segunda-feira (10) mais um fato envolvendo o presidente Michel Temer gerou repercussão na mídia e nos setores econômicos, com o parecer favorável do relator da denúncia contra o Presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), pela aceitação do processo na Casa.

Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte – CORECON/RN, Ricardo Valério, a economia nacional pode sofrer impactos nos primeiros momentos após a possível queda de Temer, contudo, continuará em suave curva ascendente, abrindo caminhos para o início da retomada de um lento crescimento econômico, embora isso possa ocorrer somente em 2018.  “Podemos ter uma natural reação do mercado nas primeiras horas após a queda do então presidente, com o dólar subindo e as bolsas instáveis, mas nada igual ao dia seguinte das denúncias da JBS”, comenta o Ricardo Valério e acrescenta “Ouso assegurar na minha avaliação antecipada que há uma forte tendência de que a nossa economia seguirá se recuperando, mesmo lentamente, cujas incertezas durarão somente até o presidente interino, Rodrigo Maia, anunciar a permanência da equipe atual na economia”.

O presidente do CORECON/RN ainda explica que o mercado está confiante na equipe atual da economia e a sua conservação irá acalmar os investidores. “É possível que tenhamos consequências em relação a velocidade da queda da Taxa Selic, até que a interinidade da presidência seja definida, onde temos convicção que será por eleição indireta gestadas no Congresso Nacional, embora com baixíssima credibilidade e aceitação popular. As maiores consequências da queda de Michel Temer, será muito mais em retardar o início do caminho que começou a ser pavimentado para a saída gradual do quadro de recessão. ”, afirma Ricardo Valério.

Para complementar as suas previsões do cenário político-econômico, Ricardo Valério acredita que os políticos envolvidos na Lava Jato poderão ter suas prisões decretadas nos próximos dias e a Reforma Trabalhista será aprovada, mas a da Previdência Social sofrerá alterações e abrandamentos.

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O poder de não ter poder

Desde os primórdios, o poder tem causado muitos cabelos brancos em filósofos e pensadores que se preocupavam com tamanha e poderosa ferramenta na mão de uma só pessoa e os seus efeitos.

Lá por volta do século XVII, ainda na gestação do Iluminismo, John Locker, vislumbrava a divisão dos poderes e logo a seguir Montesquieu clareou as ideias imprimindo o “O Espírito das Leis”, onde sugeria que o poder fosse devido em três. Hoje, o mundo contemporâneo e suas nações democráticas degustam o modelo tripartite. Não resta dúvidas que Montesquieu resolveu parte do problema, a outra parte por si só, era e é de impossível resolução, pois de qualquer forma o poder ainda seria exercido pelo homem e toda sua truculência agregada.

Eu, dentro do raio de ação de minha limitada e oca caixa cerebral, entendo que mesmo seccionado o poder exercido pelo homem sobre outro homem é opressor e limitador seja ele de pai/mãe ou do estado e, contra todo opressor, claro, o oprimido deve lutar com todas suas forças para mudar o status quo.

Todavia, para se ter uma aldeia com o mínimo de civilidade o poder é um mal vitalmente necessário para que possamos nos situar em meio a multidão. A hierarquia, é fundamental em qualquer sociedade. Essa ordem também se apresenta de forma bem definida na natureza: as abelhas têm soldados, operários e sua rainha, as matilhas de lobos têm as suas, comandadas por lobos alfas e por que o bicho não teria, se ele é o mais perigoso entre todos?

Para própria sobrevivência da espécie a hierarquia e o cumprimento das regras estabelecidas é de extrema importância. Se alguma regra ou poder vai mal, pode e deve ser quebra, quê não se admiti é a ausência total de poder e regras, alguma ordem há de existir.

Um país onde mais de um terço do legislativo está envolvido, em algum grau com o crime, parte do judiciário é parcial e passivo e o detentor do executivo é taxado como “Chefe da maior organização criminosa do Brasil”, é preciso atenção redobrada, o perigo mora ao lado.

Diz meu amigo Delegado (porteiro e filósofo), que o temer tem o poder de não ter poder nenhum.

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Tenho inveja de Mel

Uma coisa de me deixar de queixo caído e, faz elevar meu grau de inveja acima do Everest, é a tal da inteligência. Digo sem vergonha nenhuma, de cara lavada: tenho uma inveja danada de quem sabe usar o cérebro, por menor que seja seu portador ou portado.

Se é Mel (Labradora de Roberto/Jade Brito ), tenho inveja, – pense numa cadela inteligente-; um jumento: tenho inveja; uma lesma: me mordo todo de inveja e pasmem: tenho até de gente. Mas, não consigo andar de mãos dadas com a burrice, a mim, parece uma coisa menor, rasteira, sub, está sempre abaixo de qualquer outra que possa um dia ter a possibilidade de ser positiva, a burrice é feia, fede a enxofre, é caolha e traz consigo um bafo que empesta o ar, mau hálito das tragédias e flagelos da humanidade – alguns amigos, dizem que tenho medo da concorrência, pode ser -, e como tal produzem males devastadores, assim como vírus Ebola, Sarampo, Aids entre outras aberrações capazes de dizimar a raça humana.

Se para Sócrates  – não aquele jogador de futebol, também foi árduo defensor da democracia -, Deus é a inteligência que pode conhecer todas as coisas, logo a burrice é o Capiroto, Bode, o Anjo Caído em sua forma mais original, desconhecendo tudo.

O pior disto tudo, é termos a mais completa ciência que a inteligência é limitada e condicionada a ela própria, já a burrice é ilimitada e se alarga e destrói como um rio fora do seu leito. As provas irrefutáveis desta teoria se ver no dia-a-dia.

A burrice pode e se apresenta de várias formas, mais agressiva, branda ou mesmo lenta. Em sua faceta mais violenta, como sempre fazem os covardes e adoradores do Belzebu, se aproveitam do momento de confusão, de incertezas, de ideias, corrupção, malfeitos e travestida de “inteligência” a burrice nos oferece um filhote da ditadura, – com licença da palavra -, um deputado preconceituoso, machista, escravagista que vomita:“Sou preconceituoso, com muito orgulho” ou intervenção militar, como soluções. Numa clara tentativa de vendar, nos hipnotizar para que esqueçamos um passado não muito distante vivido por nosso país e a Alemanha que penou e penalizou o mundo, sob chibata de outro representante do mal cheiroso Lucifer.

Realmente a burrice é de extremada ousadia, mas o povo não faz pacto com o demônio, não vende sua alma e muito menos quer um retorno aos tempos de chumbo. Claro, mas não deixo de preocupar-me, principalmente, quando este tipo de movimentos são patrocinados por empresas.

Vade-retro Satanás. Democracia sim. Ditadura nunca mais!!!

O segundo é a Lei de Segurança Nacional (7.170/1983):

Art. 23 – Incitar:
I – à subversão da ordem política ou social;
II – à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis;
III – à luta com violência entre as classes sociais;
IV – à prática de qualquer dos crimes previstos nesta Lei.
Pena: reclusão, de 1 a 4 anos.

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Todos caolhos e banguelas

Não consigo uma conclusão mínima passível de entender a lógica do “Bandido bom é bandido morto”. Ora, se assim for, numa linha de raciocínio simplório – e sabemos que esta simplicidade não é real, o problema é complexo exigindo coragem política e “aquilo roxo” para resolvê-lo, e estamos numa entressafra a longos anos -, para cada morte teremos, no mínimo, um assassino, um criminoso, e portanto outro bandido.

Okay. Mil mortes, mil assassinos, e claro, mil bandidos. Então vamos matar esses mil assassinos que agora são bandidos e teremos novos números: 2 mil bandidos mortos e 2 mil assassinos, bandidos e assim sucessivamente, a escala naturalmente é ascendente, sempre. Debelar fogo com fogo não é muito prudente, para dizer o mínimo. Portanto, combater crime cometendo crime, creio não ser a saída mais racional. E não me venham com o “deixe acontecer com sua família”, isto é a retórica de boa parte dos que tomam ou querem tomar decisões no calor dos fatos e por isso mesmo terminam engrossando as listas estatísticas de assassinos ou vítimas.

A Lei do talião: olho por olho e dente por dente, se assim procedermos terminaremos todos banguelas e caolhos.

Não seria mais fácil, fácil não, – nunca é-, mas, talvez mas inteligente, criar mecanismo de frenagem da violência no campo racional e não no emocional?

Que tal políticas públicas de verdade, não estes arremedos que nos empurram goela a dentro? Ah, que tal não deixar a Lava Jato minguar? Deixando-a cumprir seu papel em levar todos os assassinos e marginais políticos – que matam milhares de miseráveis cidadãos de bem que suplicam atendimento pelo SUS, nos abarrotados e depósitos que alguns insistem em tatuar de  hospitais -, às barras da lei.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública, fez o cálculo – de deixa ou deveria deixar os governantes com vergonha no focinho, se assim a tivesse -,  explicitando que morre mais gente assassinada no Brasil do que em países que estão, de fato, em guerra. Em 2015, 58 mil pessoas foram assassinadas no Brasil.

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A TERCEIRA VIA

A conversa de hoje tem o condão de religar as vidas de milhões de pessoas com a história recente e com a busca desesperada de uma teoria que mostre a saída para a crise que se aprofunda no mundo globalizado. Vejamos.

As recentes notícias de dezenas de brasileiros que tiveram a sua entrada negada na Espanha trazem à tona uma realidade que, até algum tempo, era desconhecida: os maus-tratos sofridos por aqueles que viajam para outros países. Somente no ano passado, a Espanha impediu a entrada de três mil brasileiros.

Estima-se que mais da metade dos migrantes brasileiros que cruzam as fronteiras o fazem de maneira ilegal. Os consulados que mais informam a detenção de brasileiros no exterior são Miami (1.200 presos), Madri (400), Nagoya, no Japão (224), e Lisboa. Na verdade, os migrantes ilegais são pessoas que topam todos os riscos de uma viagem clandestina em busca de uma vida melhor, e acabam, às vezes, ficando vulneráveis à marginalidade por falta de boas oportunidades de trabalho.

É importante entender que o endurecimento das exigências para os imigrantes é resultado de uma crise do sistema, a qual vem crescendo há quase duas décadas. Vejamos.

Com a queda do Muro de Berlim, em 1989 e, dois anos depois, da URSS, encerrou-se o modelo soviético de revolução comunista. Os efeitos desastrosos de mais de 70 anos de ditadura do proletariado na Rússia e nos países satélites ficaram expostos aos olhos do mundo.

A Alemanha ali despejou centenas de bilhões de dólares, depois da unificação. Apesar disso, tal política ficou frustrada, e é apontada como uma das causas da recente derrota eleitoral de Helmut Kohl.

Por razões que escapam aos limites deste artigo, também na Rússia essa maciça inversão de capital teve insucesso. E a bancarrota da Rússia está na origem de desequilíbrios financeiros e econômicos muito além de suas fronteiras. Tais fracassos seriam absorvíveis se o capitalismo globalizado não estivesse também em crise.

Cabe lembrar, de passagem, a crise financeira que assolou seriamente e ainda abala a economia de países asiáticos. O próprio Japão não escapou ao furacão financeiro.

Constata-se que países que adotaram o modelo do capitalismo globalizado estão encontrando dificuldades cada vez maiores para solucionar seus problemas. A ganância, a busca desenfreada de riquezas, sem falar nas guerras, tem produzido distorções até mesmo na robusta economia norte-americana, hoje na marca do pênalti para entrar em recessão.

A propósito, de acordo com o chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, os países emergentes também serão afetados pela crise financeira que, no momento, atinge principalmente os Estados Unidos e os países mais desenvolvidos.

A intelligentsia de esquerda, em nível internacional, vem denunciando o fracasso de ambos os modelos, e sugerindo algo novo. Nem capitalismo neoliberal, nem comunismo estatista: a saída está na Terceira Via. Que danado será isso?

Ora, se a chamada Primeira Via se referia às ideias socialistas tradicionais, radicais e estatais em si mesmas, e a Segunda, ao neoliberalismo e ao fundamentalismo de mercado; a Terceira Via seria a busca da renovação da democracia social nas condições contemporâneas.

O foco deste artigo, portanto, é o debate da forma como esta Terceira Via poderá contribuir para o progresso das nações.

Isso significa oferecer respostas a três mudanças que afetaram o mundo nas últimas décadas: 1) a globalização; 2) a emergência do conhecimento, incluindo-se aí a Internet, e as profundas mudanças na vida cotidiana das pessoas, com a ascensão do individualismo e; 3) a inserção definitiva da mulher no mercado de trabalho, entre outros fatores.

Resumo da ópera: a Terceira Via seria a gradativa implementação de uma economia inclusiva e pujante, servindo de base para uma sociedade democrática, com desenvolvimento sustentável, controle social e pleno emprego.

Para concluir, aqui no patropi, as forças políticas que sustentaram o governo de Michel Temer nestes difíceis, tumultuados últimos 12 meses devem entender que têm um compromisso não com o atual presidente da República, mas com a Nação. Sem o apoio delas, não haverá futuro. Não para o governo, mas para o Brasil. Resistir, persistir, lutar e andar para frente, e não voltar para trás, é o que é preciso.

Sem lugar para autoritarismos.

Professor Rinaldo Barros.

 

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Um conto de Curitiba

Não diria respeitem minha inteligência, pois deste mal não padeço. Mas, insisto, suplico paciência com minha minúscula e microcefalada cachola, por não entender este belo conto – de fazer inveja aos irmãos Grimm -, forjado nos porões e esgotos do submundo da corrupção. Dois “companheiros” de crimes, na eminência de serem postos à luz, sentam para uma conversa, um deles – possivelmente, o “chefe”-, sugere ao outro que apague, destrua, lave com água e sabão Omo suas pegadas e digitais que possam incriminá-lo ao xilindró. Friends forever!

Imposto pelo o alfha, de esfregão, água sanitária nas mãos e zeloso como uma dama “bela, recatada e do lar”, retira as marcas incriminatórias, direcionando o nauseante chorume para o ralo. Limpo o fedor e, ainda de joelhos, reza ao seboso Belzebu pela tarefa cumprida.

Mas, porém, entretanto, o ASG e comparsa cometeu um fatal erro: esqueceu de apagar suas próprias pegadas de porte igual ou maiores das tatuadas somente no Vale dos Dinossauros, no estado da Paraíba.

Pego pela onda de sujeira que desce do andar de cima. Foi gozar férias compulsória, de 23 anos, em um aconchegante quarto de 3×3, com direito de ficar de papo pro ar, dourar seu bronze de escritório, sem a aporrinhação do mundo aqui fora: celular, computador, engarrafamento de helicóptero, redes sociais e diabo a quatro.  Agora, vem querer renunciar a vida boa. Roga guarida à sombra da frondosa árvore da delação premiada. Jura, implora, nos instiga a acreditarmos em seu conto, escrito em momento de profunda criação naquele ambiente aprazível inspirador. Pode isso, Moro?

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Obrigado às mamães de minha vida

Diz o dito popular que um é pouco, dois é bom e três é demais, será? Bom, para muitos um está de bom tamanho, para outros dois é o suficiente, mas para outros tantos, três é número de boa monta, o meu caso, assim conta a história.

O número três é meu passaporte para o mundo feminino. Fui, sou e pelo trotar da carruagem, sempre serei. Neste mundo, sou satélite delas: das mulheres de minha vida, claro, tatuado o número três. Os maçons dizem que o três reúne os ideais necessários para o amadurecimento espiritual dos seus membros: fé, esperança e caridade. Para os chineses é o número perfeito. Pois, é a junção do céu e da terra, da qual resulta a humanidade. Já Pitágoras fala ser a perfeição. Isso porque ele é a soma do um, que significa unidade, e do dois, que significa diversidade, aí você teria o melhor dos dois mundos. Aos cristãos o número três é o Próprio Sagrado, o Uno, a Trindade: Pai, Filho e Espirito Santo, então eu não poderia estar melhor acompanhado.

Sob a proteção deste número cabalístico tenho três mães: aos 9 anos perdi minha mãe biológica, fui morar com minha tia Geralda, que se tornou mãe de criação, – a qual devo tudo que sou -, meu pai casou novamente, então uma terceira mãe, que por sinal tem o mesmo nome de minha genitora, depois ganhei mais três irmãs. Logo tenho três mães, o quê, de fato, não é para qualquer um.

Mais três mães ainda me foram e são importantes: Isi(In memoriam) que me deu Pollyanne Brito; Edna que me presenteou com Larissa Brito e Socorro Oliveira, que há 31 anos me permiti orbitá-la e trouxe-me Jade Brito. Mas, ainda há três mães as quais tenho uma imensa dívida de gratidão: Michele que me concedeu a primeira neta Kayllanni, Sanara, veio de Aléssia e Pollyanne Brito nos brindou com Valentina.

Obrigado às mamães de minha vida.

Viva às Mães.

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Ô povin bundão

Ô povin bundão, disse um cidadão, logo cedinho na gloriosa fila do pão, do supermercado Nordestão. Outro perguntou:

– Por quê?

– Porque somos 207 milhões de pessoas acuadas dentro de casa, com medo de meia dúzia de bandidos e uma horda de pouco menos de 513 meliantes e ninguém faz nada.

– E o quê você faz para mudar isso?

– Eu…Sou aposentado já fiz minha parte!

– Falar é fácil!

– E você faz o quê?

– Eu sou policial, arrisco minha vida todos os dias para defender muitos como você que fala “que já fez sua parte”.

A bicha é, geralmente, sonoramente turbulenta como um mercado persa, sempre com alguns decibéis acima do permitido, e neste instante imperou um silêncio de velório burguês, – onde quase não há lágrimas, no máximo um soluço mudo para a fotografia da coluna social, diferente da piãozada, quando encomenda um parente dessa para melhor faz um alarido dos diabos, chora, pede piedade, cobra por quê? Por quê, Senhor? Por quê? E, claro, Deus silente, como faz a ambos -, logo quebrado por uma senhora que sentenciou: “Falta de vergonha na cara”.

Devo admitir: os dois do início têm razão. A reforma da Previdência, começa a ceder e deixar de fora algumas categorias organizadas que detém força política. No final vai sobrar apenas para os desvalidos trabalhadores comuns, sem eira e nem beira ficam expostos a seus deputados. Basta vermos o quê aconteceu com os Agentes Penitenciários que invadiram a Câmara, quem duvida que eles não ficarão de fora das aposentadorias especiais?

Porém, é possível que a tal reforma não seja de interesse da massa, que vai pagar a conta. Publiquei um vídeo, no Feicebuque, do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), onde é explicado o “rombo” na Previdência, 5 pessoas curtiram. Se tivesse dito que o Dirceu era inocente, certamente, algumas centenas teriam se posicionado a favor, contra, xingando ou endeusando, quer dizer, a reforma da Previdência parece não desperta interesse, mas também, quem diabos vai se interessar por isto? Vamos continuar fazendo cara de paisagem. Então, tá! Que seja!

E que tal o micha temer por mais 2 anos?

Brito – Cartunista

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O nosso DNA é banguela.

Há uma permissividade cínica e escrota, aqui a baixo do equador, neste país bonito por natureza. Sob o céu azul anil e a sombra do lindo pendão da esperança, praticamos os ilícitos dos mais diversos, porém, só se configuram crimes se forem executados por nossos desafetos, jamais por nós, nosoutros, somos limpinhos como a mente dos intervencionistas e bolsonaristas.

Pesquisando sobre a ditadura militar deparo-me com está pérola do ex-Presidente João Batista de Figueiredo: ”Um povo que não sabe nem escovar os dentes não está preparado para votar”. Cá com meus calos, penso: imagine uma nação de banguelas, fervilhando querendo levar vantagem em tudo.

Terça-feira (2), as tvs mostraram e a GloboNews ao vivo, transmitia saques da população do Rio de Janeiro/RJ, a dois caminhões que foram incendiados por bandidos. No dia anterior a Polícia Rodoviária Federal já havia prendido vários automóveis e seus respectivos “pilotos”, com o porta-malas, e parte do interior cheios de carnes, oriundas de um caminhão tombado.

O jornalista Canindé Queiroz costumava dizer que o nosso Brasil verde e amarelo “é um país repletos de escrotos”, não tenho como discordar. Somos coniventes e fazemos mal feitos e culpamos o vizinho.

Por falar gostar mais de cheiro de cavalo do quê de gente. Apesar de sermos bem servidos na área de odontologia, só perdemos para os Estados Unidos. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia, o país tem cerca de 1 bilhão e 500 mil dentes cariados, cada brasileiro tem aproximadamente 30% dos dentes têm cárie e cerca de 86% dos brasileiros não têm acesso a tratamentos odontológico. Por outro lado o senador José Agripino Maia(DEM/RN), fez tratamento estético odontológico a bagatela de R$ 55 mil, por conta do seu plano de saúde vitalício do Senado Federal, e quem paga esta conta? Ora, os banguelas batedores de panelas ou não.

Enquanto muitos microcefalados banguelas, – que morrem nas filas do SUS -, batiam panelas e berravam “FORA DILMA”, com seus patrões, a Mesa Diretora da Câmara assinava projeto que permitia a extensão do plano de saúde aos familiares de ex-deputados, com idade de até 33 anos. Imaginem quem paga esta conta? Ora, os banguelas batedores de panelas ou não.

O governo do golpista temer, poderá perdoar dívida de R$ 50 bilhões da OI, que tem como maiores credores o BB, Caixa, BNDES e Anatel, adivinhe quem vai para essa conta? Ora, nós os banguelas.

Uma pesquisa do Data Folha traz que uma parcela expressiva da massa de banguelados, dizia que a Reforma Trabalhista iria aumentar os salários.

Não creio, entretanto sou forçado a cogitar, sem provas, mas, com convicção, que nossa banguelice não se restringe apenas a cavidade bucal, porém, há fortes indícios de a caixa craniana ser completamente vazia, oca, banguela.

Vou ali, escovar os dentes, prender a perereca com Corega e aprender a votar.

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EQUADOR: A BOLA DA VEZ

Paulo Afonso Linhares

A América Latina, na senda do realismo mágico, é uma caixa de estonteantes surpresas. Na política, a região é um caleidoscópio de cenários surpreendentes, sobretudo, porque historicamente tem sido nada mais de que um reles quintal, o backyard, do “grande irmão do Norte”, os Estados Unidos da América que, desde o longínquo 2 de dezembro de 1823, estabeleceu sua hegemonia continental através da Doutrina Monroe. Sob o lema America for americans, essa doutrina preconizava, do ponto de vista formal, uma posição de liderança continental dos EUA enquanto no objetivo de assegurar a incolumidade da soberania das nações latino-americanas em face às potências europeias, a fim de impedir qualquer processo de recolonização dessas nações, bem assim para lhes garantir autonomia comercial e política no plano das relações internacionais.

A doutrina Monroe funcionou muito bem em favor dos interesses expansionistas dos EUA, todavia, quase nada rendeu às outras nações das Américas, em especial após a adição do Corolário Roosevelt, de 1904, que consignava o papel do Estado norte-americano como “polícia do mundo” e inaugurou um longo período de intervenções diretas em nações centro-americanas e do Caribe conhecido como Big Stick (Política do Grande Porrete), “diplomacia das canhoneiras”. Diante do velho Theodore Roosevelt, tangerine man Donald Trump é, no máximo, um reles trombadinha na relação dos EUA com os povos latino-americanos.

Por seu turno, a América Latina não deixa de ser uma caixa de surpresas para os sisudos norte-americanos hegemonicamente brancos, anglo-saxônicos e protestantes (os chamados WASP, que é o acrônimo que em inglês significa “Branco, Anglo-Saxão e Protestante“). Depois do castrismo em Cuba, a experiência chilena de Allende, o bolivarianismo de Chavez na Venezuela, o transe do índio Evo Morales na Bolívia, ocorre a estonteante eleição, pasmem, de um Lenín (Moreno) como presidente do Equador, que derrotou um (Guillermo) Lasso e, a exemplo do tucano Aécio Neves, não aceitou o veredito das urnas. Não deixa de ser uma intrigante conjunção: o Lenín tropical a lembrar o líder da Revolução Russa de 1917 e o Moreno, a representar sua miscigenada origem sul-americana.

O segundo turno das eleições presidenciais naquele país se realizaram no último dia 6, quando o candidato governista Lenín obteve 51,14% dos votos válidos contra 48,86% dados a Lasso, o candidato que representava as oligarquias locais. Três vezes eleito presidente da República, Rafael Correa imprimiu um novo estilo de gestão do Equador a partir do Movimento Aliança PAÍS, instrumento político para alcançar a “revolução cidadã”, na verdade, uma versão bem mais light da “revolução bolivariana” de Chávez, da vizinha Venezuela.

O jovem presidente Correa, economista com sofisticados estudos na Bélgica e nos Estados Unidos, que assumiu o comando de seu país em 2007, iniciou uma gestão cuja ideia-força era a formulação de uma política econômica nova e que acabasse com alguns dos privilégios seculares da elite financeira local. Iniciou-se, assim, um ciclo virtuoso na economia com visíveis e positivos reflexos da vida da população, principalmente com o resgate daquela considerável parcela de cidadãos que vivia abaixo da linha da pobreza, com drástica redução do pagamento das dívidas interna e externa, numa espécie de moratória branca, tendo como objetivo investir esses recursos para alavancar a economia que se expandiria com investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Essa política funcionou razoavelmente e deu frutos excelentes para Correa e seu partido que, a despeito da atuais dificuldades econômicas decorrentes de uma persistente recessão, conseguiu eleger o seu sucessor.

Em dez anos, a “revolução cidadã” de Correa, aliás, nada mais foi do que uma experiência de social-democracia, se tornou o marco do poder político no Equador, com o envolvimento maciço da sociedade equatoriana, embora, nos dois anos finais do atual governo, tenha apresentado claros sinais de exaustão política, fenômeno bem captado pelas urnas nos dois turnos dessas últimas eleições. Ora, além da crise mundial, a economia equatoriana passou a ter sérios desarranjos por influências dos problemas econômicos por que passam os seus vizinhos, inclusive o seu principal parceiro que é o Brasil, além da Venezuela, .

Ironias e trocadilhos à parte, Lasso não perdeu por lassidão, pois, segundo denunciou o presidente Rafael Correa, o padrinho de Lenín e pai da chamada “Revolução Cidadã” no Equador, ao jornal El País, “chegou uma nova direita, troglodita, totalmente entregue ao norte” e, comparando a disputa eleitoral do segundo turno com a Batalha de Stalingrado, asseverou, dias antes, que “lutaremos contra a direita mundial”, pois, “haverá centenas de milhões de dólares”, “mas já enfrentamos esse tipo de cenário e vencemos.” Venceu, por pouco, mais venceu com seu Lenín Moreno. O grande apoio internacional jogado na candidatura do banqueiro Guillermo Lasso, em especial, o dos EUA, foi inútil, todavia, ele acena com a possibilidade de travar uma enorme luta jurídica contra a chapa vencedora.

Os partidários de Lasso tentarão vencer a luta política num ‘terceiro turno’ que será no ‘tapetão’, para usar a linguagem do futebol: o modelo de golpe parlamentar-judicial iniciado no Paraguai com a deposição do presidente Lugo, e aperfeiçoado no Brasil com o impeachment de Dilma Rousseff. Tudo tão assemelhado com o que aqui se fez para tirar o mandato presidencial da vencedora das eleições de 2014, que até engendraram uma denúncia de que Correa e Lenín teriam recebido dinheiro de uma velha conhecida dos brasileiros, a indefectível Odebrecht de todas as propinas. É a versão internacional da Operação Lava Jato. Espera-se, porém, que o juiz Moro não queira esticar sua poderosa jurisdição até às lonjuras andinas do Equador…

No mais, é seguir o resto do script que tem como fecho a destituição de um presidente eleito pelo povo, porém, observada toda uma ritualística que dará o timbre de legalidade àquilo que, por isso mesmo, não passará de um reles golpe de Estado sem o uso da força, um típico golpe branco. Um uncle Sam sensibilizado agradece por essa contribuição made in Brazil. Afinal, daqui também sai lixo institucional, além das boas carnes que este país exporta. Esperar para ver nada custa.

 

 

 

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Ranzinza é você!!!

Reza a lenda que a idade aperfeiçoa nossas qualidades e colateralmente na bagagem, em igual proporção o quê tentamos esconder ou minimizar durante a fase mais jovem, também se torna robusto. No meu caso, creio ter vivenciado qualidades e defeitos com igual vigor. A ranzinzice sem dúvidas, foi implacavelmente minha companheira, me entranhando até as fronteiras da áurea e, certamente, foi(é) de longe a mais fiel.

Porém, ao ultrapassar a barreira de meio século sobre este chão, algumas capacidades as quais, talvez fossem suas melhores qualidades ou pelo menos, você diria, vão atrofiando, se esvaindo, e, delas não quero nem falar. As manias, defeitos e esquisitices, de mansinho, sem bater a porta tomam acento, se espalham como ramas pelo chão, quando menos se espera reinam imperiosos altivos, e o quê é pior: são legitimamente verdadeiros. Claro, ninguém potencializa seus defeitos para ficar bem na fita.

Entretanto, algumas qualidades, sem muito esforço ainda residem e resistem em mim, por serem verdadeiramente verdadeiras. Quem me conhece, sabe que sou de fácil convívio, claro, pouco tolerante com desvios de caráter e com quem não gosta de música, simplesmente não confio, quem não gosta de música bom sujeito, não é. A música é meu ponto de equilíbrio, também por conseguinte o ponto fraco. Em minha sala, por onde trabalhei jornais, revistas e tvs, o mais importante equipamento era o aparelho de som, ainda hoje cultivo este pequeno hábito que considero e classifico como uma das melhores qualidade que possuo. Porém gosto de música, não troca alianças com o gênero: não sou roqueiro, forrozeiro, axeseiro(?), Funkeiro, blueseiro, pagodeiro, sambista, sertanejeiro(?), e pasme, grafiteiro. Não caibo em rótulos.

Pedindo perdão e licença ao amigo Ugo Monte (músico, historiador e autor do Livro Rock´n Roll), mesmo sabendo o quê dirá, afirmo ser eclético musicalmente. Educadamente e manso feito um budista tibetano, certamente discordando diria que isso é promiscuidade.

Ainda assim, feito um monólito de Lonsdaleíta, canto não possuir paixão por um estilo específico – talvez tenha ouvido absolutamente inábil ao requinte da sintonia fina da fidelidade à escala de Guido de Arezzo, -, sou assumidamente infiel sim. Gosto de todo gênero musical, de Chico Soldado ao Buarque, de Ludwig a Jackson do Pandeiro, de Roberto Carlos a Luiz Gonzaga, Se a música me fez bater o pé direito seguindo-a, pronto é ela, não importa de quem seja ou estilo.

Pois bem, neste caleidoscópio musical, nesta suruba (como diária um senador Romero Jucá), não poderia faltar o Guns N’ Roses (guardo a sete chaves um Cd que Polary Brito(meu primogênito) me deu), e uma música deles, o final sempre me incomodou, a música não termina nunca, termina tudo, temer cai fora, a Lava Jato falta água, a aposentadoria chega, Aécio “Chato” Never é preso, mas o diabo da música não termina, aliás, o final da danada dura uma eternidade, o quê fiz? Apliquei um fade, ouço Don’t Cry a vontade.

Ranzinza eu? Aí, eu digo: Ranzinza é você!!!