Só No Blog Mesmo

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Respeito

 

Ora, meu senhor tenha senso! Disse uma senhora para um “cidadão de bem” que resmungava na fila do pão, do Nordestão.

– Cale-se velha coroca! Balbuciou baixinho o rapaz, mas com nítida intensão de ser ouvido, foi!

– Respeite à senhora seu viado – retrucou outro, lá pelo meio da fila.

– Me respeite, fresco é você, negro fedorento. Devolveu.

– Olhe quem pede respeito, um marginal, tatuado desse jeito. Penetrou na arenga uma mocinha que acompanhava uma cadeirante.

– Ora, respeite. Vá cuidar dessa aleijada. Berrou um ofendido.

– Mais respeito seus pecadores, vocês todos vão para o inferno!

– Respeito? Lá vem uma evangélica! Falou uma católica, debulhando um terço, rezando o Pai Nosso.

– Respeite a religião alheia. Sua flamenguista…

– Respeite, o gosto dela abcdista d’uma figa. Berrou um “caba” de camiseta do América. O alvinegro não se fez de rogado, “matou no peito e chutou com os dois pés”.

– Ô povo sem respeito. Só podem ser eleitores do PSDB! Murmurou uma mocinha cheia de balangandãs e uma boina vermelha sobre a cabeça com a figura do Che e uma camiseta preta com grafismo do Trump, já bem próxima ao açougue.

Sai de fininho, antes que descobrissem que carrego duas estrelas no lado esquerdo do peito.

Por favor! Não me perguntem o final desta pendenga. Mas, adianto: logo depois, daqui de casa, ouvi o som de sirene, não sei ao certo, se era de ambulância ou viatura policial. Ouvi tanto “respeito”, qualquer final é plausível.

Desarmamento

Enquanto isso, o ex-presidente do TJ/RN, o desembargador Cláudio Santos sugere a população ir às ruas exigir a revogação da Lei do Desarmamento.

Para obterem votos, muitos políticos de carreira ou os novos postulantes a cargos eletivos, utilizam estratégias de apelo coletivo fácil: entregar armas ao cidadão de bem, criando uma falsa sensação de segurança, ao invés de lápis e cadernos…

Analfabetismo

O Governo do golpista, michel temer, reduziu a verba para alfabetização de adultos.

 

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Governo sem compostura

         É explicitamente e notoriamente sabido que o Governo temer é ilegal, imoral, pois é resultante de uma traição, de um “golpe branco”, portanto, pode fazer tudo ou quase tudo que lhe der na telha, pois tinha(tem) maioria na “Aldeia Central” e o apoio da “meninada canarinha” que foi à rua vomitar Fora Dilma, iludida numa mudança mágica da crise política e econômica.

       Agora, uma coisa é não ter postura, compostura, ser um governinho de meia pataca, puxado pelo nariz pela bancada do “centrão” e tendo a popa impulsionada a bicadas do PSDB, no Congresso Nacional, outra coisa é descaradamente, sem vergonha alguma, indicar para o Supremo seu, agora, ex-Ministro da Justiça, Alexandre Moraes -filiado ao PSDB-, onde será revisor do processo da Lava Jato, o qual consta os nomes dos Presidentes do Senado, Eunício Oliveira, citado na lista da Odebrecht sob o alcunha de “Índio”, da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, – também partícipe da lista, – vulgo “Botafogo” e o próprio golpista, o michel, Presidente da República.

       O temer atropela aquela manda que respondeu ao toque do berrante para ir às ruas. Traidor é traidor em qualquer circunstância.

       Vale salientar que este carga é vitalício. Lembro do tumulto gerado pela indicação de Dilma, de Lula para Ministro da Casa Civil. Uma penca de indignados foram à ruas.

       Será que passa pelo cocuruto de qualquer cristão, que seja capaz usar dois neurônios, se for ungido a Ministro do Supremo, o Alexandre dará voto condenado os caciques do PSDB e PMDB?

      Onde estarão os raivosos verdinhos???

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Eunício Oliveira – “O Índio”

 

Índio

O Brasil não tem jeito. O senado acaba de dar foro privilegiado ao “Índio” da lista da Odebrecht. Isto é, elegeram Eunício Oliveira(PMDB do Ceará), para Presidente do Senado. Brasil sempre andando para trás!

Vergonha

Hoje, sem dúvidas, Adão choraria menos pela perda de Abel, quando visse o resultado de sua prole pervertida manifestada em nossa classe política ou em juízes como Gilmar Mendes, que pediu vista (mais tempo para analisar o processo) e interrompeu nesta quarta-feira (1º) o julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de réus ocuparem cargos na linha sucessória da Presidência da República.
Assim sendo, qualquer marginal, “índio” ou “preto e branco” não só pode figurar na linha, como também assumir a Presidência da República. Gilmar Mendes, é uma vergonha!

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O Zoo do Moro

2016 em seus últimos suspiros, ecologistas e caçadores de corruptos da Lava Jato, ainda não acertaram a mão no alçapão para pegar, nem que seja, um filhote do penoso de penas pretas e bico colorido. Espera-se que 2017, algum representante da espécie corruptum Ramphastidae, junte-se a outros moradores da fauna política brasiliana, no zoo do Moro.
Enquanto isso, o golpista vomita uma das suas piadas de mau gosto. O cotoco temer, disse que pretende ser lembrando como o “Melhor Presidente do Brasil”. Vai querendo!!!

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500 milhões não existem

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       Nos anos 60, o cantor e humorista Moacir Franco, fez muito sucesso no programa Praça da Alegria, com a personagem Mendigo, que se contrapondo ao visual maltrapilho, falava em riqueza: aviões, mansões, caviar, levando todos a rir da situação. Seria cômico se não fosse trágico a similaridade do Mendigo com o desembargador Presidente do TJ/RN, Claudio Santos.

         Segundo o Presidente da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Norte (Amarn), Cleofas Coelho de Araujo Júnior é pouco provável que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte disponha, em caixa, de R$ 500 milhões. Então por que o Presidente do TJ/RN mentiria aos potiguares? Isto seria apenas uma inflação do ego pessoal do desembargador superlativando suas pretensões políticas?

       De toda forma, Claudio Santos, começa na contramão: Suas sucessivas investidas em favor da privatização da UERN lhe rendeu um monte de desafetos, a Amarn quer brecar o possível repasse de R$ 100 milhões dos cofres do TJ, para isto, entrou no CNJ – Conselho Nacional de Justiça, com uma liminar. Estas duas medidas podem pôr uma pá de cal e deixar órfã sua ideia de trabalhar do Centro Administrativo, a partir de 2018.

     Talvez o desembargador esteja usando a tática do Donald Trump, contando com a “maioria silenciosa” para ser ungido candidata a candidato ao Governo do estado, 2018. Esperemos, pois.

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O governo golpista quer votar em regime de urgência projeto que pode perdoar empresas envolvidas na Lava Jato e anistia para o caixa 2, isto é, José Serra, que recebeu propina de 23 milhões -na Suíça -, poderia ficar livre, leve e solto. Sem batidas de panelas, claro!

Reforma

Senado Federal aprova, em primeiro turno, reforma política, que pode reduzir o número de partidos e veda coligações nas eleições proporcionais. Com esta medida, cairiam de 37 agremiações partidárias para aproximadamente 14. Porém, ainda terá uma segunda votação no Senado antes de ser enviada à Câmara Federal, que também necessitará de duas votações.

Rosalba

       A ex-governadora e prefeita eleita, de Mossoró, Rosalba Ciarlini, tornou-se ré em processo promovido pelo Ministério Público Federal (MPF), o juiz federal Mário Jambo decidiu acolheu a ação de improbidade.

Rosalba irá responder judicialmente por ter devolvido, durante sua gestão (2011 a 2014), R$ 14,3 milhões em recursos federais que deveriam ter resultado na abertura de 1.511 vagas em novas unidades prisionais e em obras de reforma e ampliação das já existentes e, por falta de projeto retornou aos cofres da União.

       Em caso de condenação, a ex-governadora, perderá a função pública que exerça (ela foi eleita prefeita de Mossoró em outubro), pois teria seus direitos políticos suspensos, ficaria proibida de contratar com o poder público; além de ter de ressarcir os danos causados ao Estado e à União e pagar indenização.

Mudo

       As linhas fixas de telefones do ITEP – Instituto Técnico-Cientifico de Perícia do Rio Grande do Norte foram cortadas por falta de pagamento. Incompetência total do “governo da Segurança”.

Trump

Trump enganou a mídia, os institutos de pesquisas, a Hillary Clinton e a todos na aldeia global.

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Privatizar a UERN

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         O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Santos, anunciou a disposição para a liberação de, pelo menos, R$ 100 milhões para o governo do estado, porém, condicionados a uma lista feita pelo próprio desembargador, tirando a originalidade da prerrogativa do executivo escolher quais as áreas mais importantes para receberem os recursos. Isto, passou despercebido por muitos, o quê ficou à luz e gerou descontentamento de uma significativa parcela da sociedade foi a polêmica sugestão do presidente do TJ, de vender a UERN – Universidade Estadual do Rio Grande do Norte.

         Corre à boca pequena que o Santos, almeja ser ungido candidato a governador em 2018, se isto for, de fato, mesmo pretensão, começa a marcha à ré.  Claro, que sua disposição de ajudar o Governo Robinson – que anda mais perdido que cego em tiroteio -, conta e poderia ficar “bem na fita” com os potiguares, por outro lado, a sugestão de privatizar a UERN pode neutralizar a primeira ação, então o esforço para se posicionar com uma imagem simpática ao povo seria muito maior, além do quê, seus adversários não iriam, e nem o farão, esquecer a malfadada ideia. Só tempo terá uma resolução. Esperemos pois!

Crise

         Não precisa ser cientista político, narrador de futebol ou juizeco de rinha de galo, para perceber que o Governo Robinson, caminha a passos largos a um fragoroso e retumbante desastre. Mal articulado politicamente se comunica pessimamente com os norte-riograndenses.

       O Hospital Regional de Apodi, irá fazer uma paralização de advertência, o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, de Mossoró pode fechar suas portas e fugindo a lógica, o Robinson anuncia a construção do Hospital Regional da Mulher, em Mossoró. O povo, os funcionários precisam entender, porquê se o governo não consegue suprir as necessidades básicas para manter os hospitais existentes funcionando a contento e construir um novo? Será que aconteceu um milagre? Será que governo pôs o cofre sobre a mesa e pediu a um desses pastores picaretas para enchê-lo de Reais? Encontrou uma botija? Fala sério Robinson, fala!

Arrependido

O prefeito eleito de Porto Alegre(RS) e deputado federal Nelson Marchezan Júnior, PSDB, fez um duro discurso contra o governo golpista e seus pares, na Câmara dos Deputados. Se dizendo quase arrependido de ter votado no impeachment percebendo o cinismo latente naquela Casa.

PT

         Algumas figuras que não comungam com a democracia, andam ululantes vomitando que o PT acabou, inclusive jornalistas renomados que foram forjados lambendo botas de generais, não acabou não. Depois de toda carga recebida, desde o dia que Lula pisou a rampa do Palácio do Planalto, Operação Lava Jato, impeachment de Dilma, é um grande feito se manter em pé, contra todas as forças reacionárias e uma mídia claramente partidária.

         Porém, o PT merece tudo que está passando: primeiro ousou imaginar que o pobre teria que comer três vezes ao dia, uma ofensa aos senhores de engenho, depois viu a máquina azeitada da corrupção passar em sua frente e muitos de seus membros mergulharam de cabeça, Lava Jato, impeachment. Junte estes ingredientes, não poderia ter outro resultado: o encolhimento do partido.

PT – 2

     Esta eleição foi atípica. Teve todos os elementos não comuns a outras ocorridas. O PT foi o grande perdedor da últimas eleições? Sim. Entretanto não foi o único. A política perdeu, basta vermos os votos brancos, nulos e abstenções e a direita também saiu chamuscada. Agora, o PT necessita de uma “mea culpa”, se reinventar, voltar as origens ou algo que o valha, não pode é ficar inerte diante dos fatos.

Twitter

“Alguns adversários não engoliram o resultado das eleições. O choro é livre”. Carlos Eduardo Alves, prefeito reeleito da capital potiguar.

Para recordar:

“Eu ia despachar com a governadora sobre assuntos políticos e ela me falava para ir despachar com o marido dela. Eu cheguei a passar três meses tentando falar com ele, mas não fui recebido”, governador Robinson Faria, na época, vice de Rosalba Ciarlini, justificava seu rompimento.

 

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Loas à prisão de Cunha

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         Não faço coro com a meninada saltitante cantando loas à prisão de Eduardo Cunha. O xilindró do “homem mais poderoso” da república do Planalto Central, até então, estava mais que prevista, cristão nenhum, em sã consciência esperaria que o Moro prendesse o coelhinho da páscoa ou Papai Noel antes dele, portanto, nada de extraordinário.

         Entretanto, o Cunhinha, pode e deve contribuir com esta Pátria Mãe gentil, fazendo delação premiada, sendo ele a “caixa preta” do Plano Piloto terá muito a revelar, claro, se o fizer não será por um surto de bondade ou patriótico, mas certamente por pura vingança, que seja. O importante é que suas revelações sejam verdadeiras e possam levar mais uma horda a ver o sol nascer quadrado.

       Por outro lado, precisamos ficar atentos e vigilantes e cobrando atitudes dos promotores da Lava Jato sobre qualquer ameaça a sua paralização, porque isto, certamente já há sinais que pode está ocorrendo, haja vista o acontecido, logo após a delação de Sérgio Machado, colocando no mesmo balaio de propinas, 28 políticos, que hoje integram oito partidos – PMDB, PT, PP, PC DO B, DEM, PSDB, PDT e PSB, inclusive o presidente do Senado, Renan Calheiros e o Presidente da República michel temer, a reação foi imediata ventilou-se um movimento para um projeto que pudesse limitar a atuação do Ministério Público Federal.

       Acendi 12 dúzias de velas de sete dias a todos os santos e entidades do mundo mais elevado, rogando a deleção do bandido Cunha.

Maldade

         O governo do anão, retirou os subsídios do programa Luz Para Todos, que tem sua grande demanda de pobres no interior rural do nordeste, para poder baixar a luz no centro-oeste, sul e sudeste. Dá-lhe golpista.

Merda

         Ontem recebi um elogio que me deixou envaidecido. Um adorador do senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, decidiu me acariciar com uma delicadeza, característica própria dos que gostam de um bom e frutífero diálogo político, o democrata cravou-me de “jornalista de merda”, que eu era um petralha revoltado porque meu jornal perdera a “boquinha” com a queda de Dilma. Confesso que não ri para não estragar a fúria do rapazote e para não deixa-lo frustrado, omiti que sou jornalista, apenas por força do ofício, pois sou cartunista, nunca possui jornal e também as pessoas mais próximas do PT que mantenho relacionamento é por fotos de jornais ou internet.
Ainda assim, obrigado pelo ”jornalista de merda”, uma agressão vindo de quem veio deixou-me substancialmente lisonjeado, me sentiria triste e envergonhado se fosse diferente.

Dentadura

       Deixando a merda de lado. Na cidade de Mossoró há um movimento para fechar e um outro para permanecer aberto o Hospital da Mulher, um vergonhoso outro digno de elogios e ambos seriam desnecessários se os políticos levassem a sério os interesses do povo e não somente olhassem para seus próprios umbigos ou bocarras como fez o senador José Agripino(DEM), num tempo não tão, tão distante assim, torrou R$ 55 mil reais com sua dentadura de porcelana, para poder exibir seus dentes branquinhos, branquinhos, branquinhos.

Crise

       A crise imputada ao país tem nome e sobrenome: PT e PSDB. – não vou entrar no mérito-, mas que o Governo Robinson Faria é mais fraco que caldo de batatas é quase uma unanimidade.
Passaram-se 2 anos e o governo não sinalizou um movimento capaz de entendermos competente. A incompetência instalada.

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Agonia do elefante

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         Primeiramente, FORA temer! O Brasil ainda levará algumas centenas de anos para se colocar perante ao mundo como uma nação credenciada à liderança da América Latina e porque não o mundo. Os mais otimistas empenham suas crenças em um Brasil gigante, se levantando igual aquele comercial, em uma potência econômica e política no cenário mundial. Porém, creio que ele ainda continua se debatendo na fase acuda do “O Brasil não é um país sério” dita pelo presidente francês Charles de Gaulle.

       Temos uma classe política completamente descompromissada com o país e seu povo, oligarquias praticando a velha e surrada política do quanto pior melhor, eleitos que já no segundo ano de administração se voltam às próximas eleições, esquecendo por completo o porquê foram eleitos. Por outro, lado uma imprensa esquecida do seu ofício e enterrada até o pescoço na escrita bajulatória ou difamatória quando lhe é conveniente, sim, perniciosa sim senhor! Boa parte da grande imprensa brasileira pertence a políticos, prática vedada pela Constituição, porém, todos são cientes desta infração, mas ninguém os importunam, nem o povo nem o Ministério Público (havia uma investigação da AGU – Advocacia Geral da União, suspensa a pedido do Presidente michel temer). Quando ligados a clãs políticos, quase toda totalidade dos veículos de comunicação se comportam como agremiações partidárias, uma deformação.

       O velho e danoso espírito de porco que habita a classe política também impregna e tem em nosso estado morada garantida. O PMDB potiguar, desde FHC esteve no poder, agora, perguntaria qual retorno? – não vale a vaidade do incautos ex-Ministros -, Qual a grande obra? Qual o projeto de envergadura econômica? O DEM, vestido pelo senador José Agripino é outra nulidade. Ah! O PT também caiu na vala comum. Além, dos IFs, que mais ganhamos de durabilidade? Enquanto exercitarmos a política, tacanha, rasteira e cotó continuaremos um estado paupérrimo alimentando três oligarquias que só pensam em permanecer no poder para manter à parentada empregada, amigos e correligionários.

Crise

       As finanças do Estado estão em frangalhos, é possível, que  a oposição a estas alturas, lá para os lados de Tibau (do sul e do norte), Jacumã, e outras praias badaladas desta miserável terra potiguar, nos alpendres em finais de semanas, o perrengue de Robinson seja o petisco para acompanhar um bom malte escocês e, isto, claro, seguidos de boas galhofadas.

Crise II

     É chegada a hora dessa gente se despir da hipocrisia e fazer algo, de fato, que nunca fizeram, que é trabalhar pelo povo. O Rio Grande do Norte clama uma ato de lucidez de sua classe política transformada em união de todos, sem matizes partidárias, para pressionar o Governo Central a um socorro financeiro, caso contrário estaremos a testemunhar à volta ao passado, aos anos 80, quando multidões de retirantes famintos invadiam cidades em busca de comida, diferente, apenas que desta feita serão funcionários públicos, e credores dos estado invadindo hipermercados para manterem o básico para suas famílias. Uma vergonha!

Coisa

         Por falar em coisa ruim, o anão temer, segue célere abrindo seu baú de maldades contra o povo mais humilde. Anunciou redução dos preços dos combustíveis enganando muitos desavisados que esperavam um alívio no bolso, ledo engano, a tal baixa de preços não chegou na bomba.

Canalhas, canalhas, canalhas!!!

 

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Adeus querido!

olho

           Hoje, poderia ter amanhecido mais alegre, sentindo-me em Shangri-La, afinal, vou tentar eleger meu candidato a prefeito e o representante ao legislativo municipal, um velho conhecido aqui, do bairro, com uma sede de justiça social e vê na política o caminho para uma sociedade mais justa e igualitária. Eloquente, direto, fala o quê é preciso ser falado, sereno tal qual Francisco Cândido e um bisaco esborrotando de boas intenções. Já disseram “Esse aí não serve para político” ou “Esse era quem devia ser o candidato a prefeito”, e, pelo percebido, as duas opiniões estão corretas.

         Certamente este alvorecer, deveria romper a barra do horizonte anunciando boas novas, como naqueles dias em que um locutor de FM, persistindo imitar o gasguito Galvão Bueno, diria em alto e bom som que este 2 de outubro seria “um dia cívico, festa da democracia”, encorajando-me a bater o mofo daquela camiseta que visto há cerca de 12 anos, cujo o único objetivo é dizer a todos de quem será meu voto, porém, como diria o saudoso Maluco Beleza, acho isso uma piada um tanto quanto perigosa. Meus sentidos estão em queda livre, creio ter catapultado em um salto quântico projetando minha consciência um mês à frente, permanecendo nesta dimensão somente a frágil parte corpórea sem um naco de energia e, nem o ouvir generoso e suave do falar de Socorro com suas flores, as vozes dos netos me fizeram sair deste estado de pantanosa tristeza, já coloquei na vitrola aquela velha canção de rock’n’roll, ainda assim, prossigo olhando para o chão, seguir caminhando e cantando falta-me ânimo, de fato, estou mais para chorar meus mortos.

         Um amigo, de direita, repeti-me insistentemente na rede social, uma frase nova que aprendeu com um igual: “o choro é livre”. De certo, eu diria “que triste é o sorriso dos ignorantes,” mas, me abstenho da peleja, hoje não seria um bom adversário e poderia trair-me, caindo na fácil discursão estéril. Claro, que é ela não morreu, entretanto, sofreu um GOLPE profundo e mantém-se bastante enferma na UTI. Sim, isso não é fazer drama não, só os bravos que lutam por um mundo melhor sabem o quê digo. Agora, quem me garante a permanência de meus eleitos no poder pelos próximos 4 anos? E, se um “anjo de asa cortada” não gostar deles e resolver impedi-los? E, se imputá-los a responsabilidade pela “Grande Depressão de 1929” e provar através de delação premiada do cego e mudo que esmola, aqui na esquina? Quem me garante o valor do meu voto ser respeitado? Por favor, não me fale do beiçola…aquele ali, só garante votos do, do, do…Ah! Você sabe.

       Sem saída, arrasto-me à minha zona, onde tenho um encontro inadiável com ela, majestosa, linda e jovem democracia. Ainda assim, caminho como quem segue um cortejo fúnebre ou como um touro ao matadouro. Durante os últimos 100 metros que antecedem minha digital daquela maquininha, lembrei-me que a luta ainda está por vir. Contemplar aquela imensa fila de pessoas, que apostam seus sonhos na democracia, é um bálsamo para os olhos e alma, revigorado digito.

         Adeus meu querido voto! Boa sorte, que os deuses da democracia o proteja.

         Fora temer!

 

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Kandapara

best-friend

           O cantor e compositor Cazuza, nos deixou uma acervo musical extraordinário, mesmo seus críticos mais ferrenhos admitem a qualidade de suas letras e composições de pura poesia, de um inconformismo latente, que de certa forma ajudou ao jovem a se perguntar e questionar outrem também, abrindo um leque de possibilidades. De suas músicas emblemáticas a maior delas é Ideologia, principalmente na frase onde fica bem explícita uma espécie de busca: “Ideologia, eu quero uma para viver”. O filósofo francês, Destutt de Tracy, dizia que ideologia eram as percepções do mundo externo, logo Max determinou ser uma consciência social que integra o poder econômico da classe dominante: ideologia burguesa, pertencente ao capital e a ideologia proletária, quando adesivada à classe operária.

         Mas, não importa sua cor ideológica preferida, determinada pela conjunção de Júpiter com Netuno, na quinta casa oblíqua da lua em quarto minguante. O certo é que você precisa de uma ideologia para viver, ou não? Há algum tempo sim, pelo menos foi assim para os partidos políticos, que nos vendiam ideais socialistas, sociais democratas, capitalistas e alguns deles, com argumentos bem fundamentados. Porém, a barra ainda nem quebrava no horizonte, após a longa noite de terror e os partidos já vislumbravam a aurora se erguendo oferecendo-lhes os braços da democracia, e engatinhando, correram à luz numa voracidade, como em uma prova de 100 metros rasos de fazer inveja ao Usain Bolt, expuseram quão frágil eram os discursos ideológicos, permitindo aos surdos ouviram o ranger das mandíbulas dos cupins roendo seus alicerces.

         Sabemos todos, o terreno da política às vezes se torna pantanoso e fétido, mas…Depois de tudo, além de tudo que já vimos desde 2014, o PT e PMDB estão de mãos dadas em 1971 municípios, em 146 coligações lideradas pelo PSDB e tucanos formaram chapa com candidatos do PT em 60 cidades, sem falar do DEM e outros “inimigos golpistas”. Sei que vocês vão dizer que é tudo por causa da dinâmica política, da conjuntura regional, sei…Tô sabendo.

       Segundo meu amigo Delegado(porteiro e filósofo), a política partidária brasileira é um verdadeiro Kandapara, eita!

Brito – Cartunista.

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Limonada

limonada

         Eu sou mesmo um sujeito sem graça. Tenho poucos vícios e manias, todos irrelevantes, sem o mínimo de importância, tanto, se os guardá-los no fundo do abismo do bisaco poucos perceberiam, inclusive eu. Uma psicóloga amiga minha, diz que eu seria um desastre esticado em um divã, segundo ela sou bastante equilibrado, tenho uma visão de mundo bastante realista um pouco utópica quando se refere as relações sociais humanas entre pobre e rico, capital e trabalho, mas, quando se trata de mim, comigo mesmo, sou bem resolvido, e, portanto, ainda segundo ela, sou sem graça e fora dos parâmetros atuais do ponto de vista psicossocial, porque um grande contingente de pessoas têm problemas que exigem passagens pelos consultórios dos discípulos de Freud mundo afora.

         “Você, eu não levaria ao meu divã”, disse-me ela outro dia, preferindo longas horas de miolo-de-quartinha no meu escritório, regadas a generosas xícaras de café. De fato, não consigo fazer uma tempestade em copo d’água – Talvez por falta de imaginação -. Certa vez, quis colocar na minha pochete um traumazinho para chamar de meu. Debulhei um rosário de motivos, que certamente se eu soubesse potencializá-los da forma correta, poderiam se transformar em algo bem neurótico que provavelmente carregaria pendurado no pescoço em um trancelim como um pingente. Dentre a montanha de razões elegi três: a pobreza, feiura e altura física.

         A pobreza: essa logo descartei. Você não estar pobre, você é pobre, não importa quanto dinheiro tenha, vintém, por se só, não o fará rico, não lhe confere mais conexões neurais.

         A feiura: apostei no conto  La Belle et la Bête, de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, que resumidamente se torna no nosso “Quem ama o feio bonito lhe parece”. Risquei do caderno.

        A altura: Restou-me meus 1.60cm, quando me preparava, enfim, para ter meu próprio trauma, conheci Thurbay Rodrigues, no jornal Gazeta do Oeste, isto lá nos anos 80, que pôs uma pá de cal nas minhas pretensões traumáticas. Todas às vezes que me via aborrecido querendo bancar o “galo cego”, dizia: “Se esse baixinho tivesse meu biótipo”, isto poderia catapultar minhas intenções, mas que nada, deu um revertério, não vingou, tive que abrir mão da empreitada. Nunca mais, traumas me atraíram, nem o do Bebeto Braga, como diz o Caby da Costa Lima.

       Por isso, como diz meu amigo Delegado (porteiro e filósofo): se a vida está azeda, faça uma limonada.

Brito – Cartunista

 

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Errado é errado e certo é certo

temer-vampiro

       Amigo, Brito. Desculpe-me intrometer, mas é apenas para contribuir. Nomes próprios sempre começam com letras maiúsculas, exemplo: Paulo, Roberto, Natal, Mossoró…O amigo vem cometendo esse erro seguidas vezes, quando se refere ao nosso Presidente do Brasil, Michel Temer. Acredito ser apenas um descuido.

– Não amigo, não foi descuido, embora não pareça sou um tanto quanto cuidadoso com o quê escrevo. Para mim, temer se escreve assim mesmo.

– Não, não, você está equivocado, Temer é nome próprio, a primeira letra, o “T”, tem que ser maiúscula.

– Esse temer não.

– Esse Temer sim.

– Okay, de qualquer forma obrigado pelo alertar. Mas, vou seguir grifando com minúscula, temer Golpista.

– Está errado. O “T” de temer é maiúsculo e “g” de golpista é minúsculo.

– Certo ou errado depende da perspectiva que olhamos.

– De jeito nenhum. Errado é errado e certo é certo.

– Não creio que terei que desenhar para você entender.

– Agora, você está me destratando. Eu fiz filosofia, jornalismo e mais três anos de direito. Só quis adverti-lo de um erro primário. Passe bem!

– Calma, homi! Não precisamos brigar por causa de um “têzinho” sem importância.

– Sem importância? Eu estudei muito para saber que é importante.

Por outro lado, eu não completei o Mobral e, se meu desenho pode lhe ferir os olhos e, o “Têzão” lhe é tão caro – eu prefiro Tesão-, então vou escrever para ficar mais claro: Exaro o nome desse sujeito caviloso com letra minúsculo porque para mim, ele não é substantivo, no máximo um coletivo tipo horda, bando, corja ou então adjetivos, para não ser indelicado, assim como traidor, imoral, golpista…Portanto, continuarei a tatuar michel temer.

– Ah! Me diga isto. Por que não disse logo que tinha um conteúdo político por trás disto?

– Eu tentei!

– Tentou não.

– Tentei!

– Tentou não!

– Tentei…

– Não t…

– Da próxima desenho…

– Ora, seu @#$%^&*…

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Saudade a gente não explica

ilustracao-jornal

         Sexta-feira(2), assistindo o State Of Play, fiquei um pouco saudosista, sem falar que antes, tinha recebido a visita do amigo jornalista Beto Cavalcante, que nos anos 80 estagiou no jornal Gazeta do Oeste. Falamos do impeachment sofrido por Dilma, levantamos várias teses em nome do golpe, pulsemos culpa na cisão das esquerdas – se é que já foram unidas um dia -, no PSDB, no povo, no PT e devo confessar: se demorássemos uns poucos segundos mais, teríamos tomado de assalto as prerrogativas do Senado, em veredicto final e definitivo. Pasmem, nem água tomamos.

         Olhe que o assunto não era nem o prato principal, o impeachment e as nuances que o envolve foi apenas a entrada. Geralmente todas as vezes que encontramos, trocamos três ou quatro palavras e vamos direto ao assunto. Mas, em virtude do momento político vivido seria impossível não deixar nossas impressões e conclusões(decisivas) sobre o caso: Para depois degustarmos o de sempre, mais nem por isso menos prazeroso: jornal.

         De um só fôlego, pegamos a via expressa mais próxima, o “Túnel do Tempo”, –  Não me pergunte quem de nós dois incorporou o Robert Colbert, como Doug Phillips, e James Darren, como Tony Newman -, o certo é freamos nos anos 80, no jornal Gazeta do Oeste, O Mossoroense nos quais vivemos muitas histórias.

         De volta ao futuro, deito preparado para me entregar aos braços de Morfeu, numa reconfortante e hidratante sesta, dou algumas investidas no controle deparo-me com o State of Play, filme em que Russel Crowe faz um repórter e Ben Affleck um deputado. Neste momento Morfeu pulou a janela, a sesta pus debaixo da cama para usar depois. Olhei para Socorro e disse:

-Socorro, acredita que estou sentindo aquele cheiro de tintas e gasolina que vinha lá das oficinas do jornal?

– Não! E se você insistir, falo com Dr. Milton Marques e peço para lhe internar compulsoriamente no São Camilo.

Virou de costas, pegou minha sesta e chamou de volta o deus do sono e se aconchegou.

Calei-me. Agora, que eu senti o cheiro, eu senti! Saudade a gente não explica.

Obrigado pela visita amigo.

Brito

 

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Não houve crime de responsabilidade

temer-golpista

       Rei morto, rei posto, é assim que muitos entendem o momento vivido pelo Brasil, riscando o passado elevando o novo rei (nanico, é verdade) ao posto de salvador da pátria e demonizando o anterior, erro crasso de interpretação da história ou pura cegueira seletiva. Por outro lado, não se pode levar a ferro e a fogo e se apegar ao quanto pior melhor, do “olho por olho”. Correndo o risco de assim proceder, ficar todos caolhos ou cegos. Porém é preciso lutar, sim senhor, é preciso denunciar o golpe, como de fato o foi, reconhecido pelo senador Acir Gurgacz (PDT) de Rondônia, de que não houve crime, mas Dilma teria sido cassada ao arrepio da lei, porque perdera sua base de sustentação no Congresso e o desempenho fraco da economia. Então temer não pode pedir que ninguém denomine o fato de golpe: É golpe, golpe, golpe sim, dito por seus colaboradores. Agora, a luta deve ser dentro da legalidade, nas câmaras de vereadores, nas assembleias legislativas, nas prefeituras, nos governos estaduais na Câmara Federal, Senado e juntos aos movimento sociais denunciando e criando ambiente para que os direitos dos trabalhadores sejam preservados.

         Entretanto, engrossar o cordão dos que apostam e querem um governo de “terra arrasada”, de um governo que irá esmagar os ganhos dos trabalhadores, das classes menos favorecidas, dos negros, dos povos indigenas, das mulheres, GLBT e vários outros movimento sociais e, em nome deles desenhar horizontes sombrios, não irá favorecer o país.

Primeira maldade

         O michel, ontem mesmo, acenou para a classe média e empresários, afirmando que não teria aumento de impostos ao mesmo tempo enviava ao Congresso o Orçamento da União, onde se encontra lei que prever o aumento do Salário Mínimo, que terá apenas a reposição da inflação. Viva o temer.

PT

Enquanto isso, vários petistas Brasil a fora tiram de suas peças publicitárias a logo do Partido dos Trabalhadores. Covardes, covardes, covardes.

Aécio

O neto do grande Tancredo Neves é mesmo um boyzinho mimando. Não aceita perder e muito menos ser contrariado, esbugalha os olhos, as narinas se alargando, a baba escorre no canto da boca e vocifera desequilibradamente. As últimas vítimas foram os pmdbistas que votaram a favor Dilma, para que ela não perdesse seus direitos políticos.

Puxão

Depois dos pmdebistas deixaram Dilma apta a usar seus diretos políticos, o Aécio Neves(PSDB) deu o primeiro puxão de orelha no temer. Esse casamento terá separação amigável, litigiosa sem dúvidas.

Um celular na mão

Alheio ao assunto impeachment o candidato a prefeito da cidade do Natal, o deputado Kelps Lima, segue sua jornada e inovada campanha, usando um celular na mão a procura de Pókemon, quer dizer, eleitores.

Violência

Aqui na terra de Poti, continua tudo com antes: a violência desafia o fraco Robson Faria.

Para não esquecer: golpista!

 

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O dia que o Brasil sangrou

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Natal/RN, 31 de agosto de 2016

Aos meus netos.

         Meus queridos e amados netos, hoje, 31 de agosto de 2016, a democracia brasileira, as classes menos favorecidas, aposentados e trabalhadores sofreram um duro atentado, neste dia o Brasil sangrou: Dilma Rouseff, a Presidente eleita Brasil, em 2014, por 54 milhões de votos foi destituída do seu cargo por um golpe parlamentar. Sem baionetas, canhões e sem fuzis, mas, um golpe, um golpe branco tão certeiro e danoso quanto o golpe militar.

         Para entender melhor é preciso voltar a 2014. Logo após os resultados das urnas o mau perdedor Aécio Neves (PSDB), – candidato derrotado por Dilma, não aceitou o resultado das urnas, colocou em xeque a segurança das urnas eletrônicas pedindo uma auditoria do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, para saber se as urnas foram violadas, não constatou-se fraudes, depois o PSDB protocolou em 18 de dezembro de 2014 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido para cassar o registro de candidatura da presidente Dilma Rousseff e determinar que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que ficou em segundo lugar nas eleições, assuma a Presidência da República. Também rejeitada a proposta.

         Paralelo, estava em curso a Operação Lava Jato fazendo uma devassa na classe política brasileira mostrando os sepulcros caiados, onde “probos” homens públicos de todos os partidos estavam envolvidos em corrupção ativa e passiva dilapidando o patrimônio público, especificamente a Petrobras. A corrupção na Petrobras, transformou-se o campo de batalha preferido para opositores e defensores do governo Dilma, com acusações recíprocas e ambos os lados tatuando ao outro mais ladrões e mais propinas recebidas, portanto, mais culpabilidade. Até, então os mais atingidos eram os chamados “baixo clero”, isto é, políticos de menor importância, sem expressão e sem influência.

         Entretanto, logo a Lava Jato tinha se tornado uma pedra no sapato do PT, partido da presidenta – ah, existe presidenta, viu?-, ao ponto pedirem, veladamente, a cabeça do então Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, fato que a fez declarar que não ficaria pedra sobre pedra, mas não haveria interferência dela para tolher as investigações.

       Quanto mais se avançava nas investigações mais se prendia mais se via todos no mesmo balaio. Inclusive o próprio senhor Aécio Neves acusado de receber de U$ 100 mil a U$ 150 mil por mês, de propinas vinda de Furnas, uma gravação do senhor Sérgio Machado dizia ter repassado R$ 100 milhões ao PMDB, envolvendo o presidente do Senado, senador Renan Calheiros, deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, senador Romero Jucá e ao ex-presidente José Sarney, gerando pedido de prisão dos 4, pelo Procurador Geral da União, Rodrigo Janot, solicitação indeferida pelo STF – Superior Tribunal Federal – Esta gravação impulsionou a celeridade do impeachment da Presidenta Dilma – .

       O alerta dado, sinalizando que a Lava Jato poderia pegar todos os envolvidos de calças curtas, o impeachment tomava corpo. O presidente da Câmara se via as portas de ter um pedido de cassação ser admitido, procurou deputados do PT para salvar-guardá-lo, com recusa decidiu aceitar a abertura de admissibilidade do processo de impeachment subscrito por Hélio Bicudo (ex-petista), Miguel Reale Junior(PSDB) e Janaina Paschoal, contratada pelo PSDB: “Eu fui contratada pelo PSDB em maio. Nós propusemos o processo em setembro. Recebi R$ 45 mil para fazer o parecer”, disse, depois de ser confrontada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). Antes, Paschoal afirmava que o pedido havia sido feito com base nas reivindicações de “cidadãos indignados”.

         Palco montado à encenação da Ópera Bufa. O processo levou penosos 9 meses para os país, com sua situação econômico e política fragilizadas e para o povo. Tramitou na Câmara, cumprindo todo rito imposto pela Lei e para golpe final chegou ao Senado Federal, presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Ricardo Lewandowski, onde 35 senadores com problemas judiciais, inclusivos citados na Operação Lava Jato, de receber propinas, iriam atuar como juízes julgadores do impeachment da presidente por Crime de Responsabilidade por ter editado 3 Decretos de Suplementação Orçamentária, sem a autorização do parlamento e as chamadas “pedaladas fiscais”, contratação de empréstimos a bancos federais, todas as ações anteriormente feitas por todos os presidentes que a antecederam. Feito.

         O processo de impeachment foi a chance de colocar na presidência um fantoche do PMDB, PSDB e DEM, capaz de obedecer, sem questionar, todos os malfeitores e os livrando da cadeia.

         Neste dia, poderíamos estar escrevendo a história oferecendo outro caminho a ser seguido. Meus queridos e amados netos, alguns dos fatos aqui relatados são históricos outros são impressões de um senhor de 57 anos que ainda sonha com uma sociedade mais justa, mais tolerante e mais humana, aonde todos possam conviver em paz e com dignidade.

Peço-lhes que lutem por país melhor, pelo os mais humildes.

Brito,