Escuridão – Hugo Motta

Quando o povo grita, eles tremem.

Nos últimos dias, a rede social X ficou lotada de vídeos que explicam, de um jeito bem didático, quem paga imposto no Brasil, e quem praticamente não paga. O roteiro é sempre o mesmo: rico contribuindo pouco, pobre bancando a maior parte da conta.

Por trás dessa desigualdade está o famigerado Centrão. Liderado pelo deputado Hugo Motta, Presidente da Câmara e pelo senador Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, o grupo veste a fantasia de “moderado”, mas atua fortemente para seus verdadeiros patrões, a elite endinheirada da paulista. Lá dentro do Congresso, vota por subsídios, isenções e menos impostos para os do andar de cima, enquanto para quem vive de salário chegam à conta de luz mais cara, cortes em saúde, Bolsa Família, BPC, aumento dos preços dos alimentos e congelamento do Salário Mínimo.

Não é “a peleja do Diabo com o Dono do Céu” inventada pela esquerda, nem “luta do bem contra o mal” pintada pela extrema-direita. É, sim, uma batalha justa para repartir melhor a riqueza: garantir comida, roupa, lazer, educação e transporte decentes a quem trabalha, a quem de fato, faz a roda girar a roda da economia, pois sem mão-de-obra, sem o trabalhador dinheiro ou riqueza são apenas palavras incapazes de saírem do dicionário.

Não se propõe a extinguir as classes sociais - isso seria utopia. O que se quer é encurtar a distância entre elas. E só há um caminho: a política. Somos mais de 100 milhões de trabalhadores; basta eleger quem defende nossas dores e não votar em quem protege privilégios. Simples assim.

Eles, do Centrão, morrem de medo do povo. Quando o povo grita, eles tremem.

Brito e Silva – Cartunista

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