O Mar secou

Depois do jogo, um amigo me liga e pergunta:

– Assistiu? Gostou?

– Gostei, sim, respondi.

Sem querer perder a viagem, logo tratou de atualizar o placar a seu modo:

– Foram dois golaços de Vinícius Júnior, um de Matheus Cunha e uma queda do “menino Ney”.

Caímos na gargalhada. Rimos até chorar e cair na cruel realidade:

Hoje, do antigo Neymar sobrou apenas o Ney. O mar que vinha junto, secou.

Depois de caminhar 5km, café reforçado, tomar a Losartana e exercícios de respiração para controlar a ansiedade creio estar tinindo para dar um voto de confiança ao nosso “caicedo” para seguir Messi, Mbappé, Cristiano Ronaldo, Roland… Afinal, que queira ou não queira Neymar ainda é um grande jogador e não tem par no Brasil.

Mas, segundo um malfazejo galhofeiro, formulou que vai depender da tinta usada nas madeixas do craque.

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