Só No Blog Mesmo

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Um dia histórico

“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”, como diz Chico Buarque. E, por mais poética que seja essa frase, ela carrega uma verdade inescapável. Mas o bom da vida é que nem todos os dias são assim e, vez ou outra, o horizonte se abre e o sol rasga a aurora, anunciando um céu de azul esperançoso. Ontem foi exatamente um desses dias raros, de luz e de reencontros auspiciosos.

Nesta quinta-feira, 11, o Brasil se encontrou com a Justiça. Pela primeira vez na história republicana, golpistas civis e militares foram condenados à prisão pelos crimes de tentativa de golpe e de abolição do Estado Democrático de Direito. Foi, sem dúvida, uma vitória da democracia e um recado claro para qualquer futura horda que ouse ensaiar algo semelhante: a responsabilização será severa e inevitável.

Mas o dia de ontem também foi de encontros com a memória e a história. Na sede do Sindicato dos Comerciários, em Natal, foi lançado um belo livro do historiador mossoroense Lemuel Rodrigues, com a colaboração do jornalista e poeta Caio César Muniz. A obra resgata a trajetória de Luiz Alves Neto, o “Velho”, como o chamavam os mais próximos, nos tempos sombrios da ditadura, revelando episódios de coragem e resistência. O livro também reúne depoimentos de quem conviveu com ele e testemunhou seus ideais.

Conheci o “Velho” nos anos 1980, quando trabalhei com ele na Gazeta do Oeste, onde foi editor. Essa convivência me rendeu o convite para participar do livro com uma caricatura em sua homenagem. No evento, reencontrei amigos queridos, como os pediatras José Maria Caldas e Sérvulo Godeiro. Ontem foi, e será para sempre, um dia inesquecível. Um dia histórico, de justiça, memória e esperança – desses que fazem a vida valer a pena.

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Oficina de Tirinhas

Na tarde da última sexta-feira, 13, a Biblioteca Machado de Assis, no Colégio Alberto, em Petrópolis, se encheu de criatividade e traços animados. Conduzimos uma oficina de Tirinhas com os alunos, sob a coordenação das professoras Lúcia e Fabiana.

A atividade teve como objetivo despertar o olhar crítico e o senso de humor dos participantes por meio do desenho, onde propus o tema “celular”, a relação deles com o aparelho e a proibição no ambiente escolar.

Entre risos e histórias, imaginação correu solta. Surgiram personagens originais e situações inspiradas no cotidiano escolar. Os alunos mergulharam no universo das Tirinhas, experimentando narrativas curtas com começo, meio e fim.

A oficina também mostrou como as tirinhas podem ser uma forma divertida de se comunicar e refletir.

Ao final, os jovens artistas compartilharam suas criações, encantando a todos com talento e autenticidade. Foi uma tarde leve, produtiva e repleta de descobertas no mundo dos quadrinhos, saí renovado e, certo que não “Inteligência Artificial” que substituo o talento e pensamento humano.

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O “gatinho”

O “calça frouxa”

Quando eu afirmava que Bolsonaro era um “calça frouxa”, um bravateiro de primeira linha, como se diz lá no pé do lajeiro, no principado de Baixa do Chico, acabei sendo cancelado – uma benção, por sinal – por alguns bolsominions.

Apesar de saber que o Capitão Cagão vez por outra amofinava, eu ainda imaginava, em meio à sua verborragia obtusa e arrogante, que ele “encararia” o Xandão. Talvez fosse um desejo inconsciente de vê-lo, antecipadamente, usando as pulseiras da Polícia Federal, pagando por seus crimes. Contudo, o que se viu foi um “cabra” mugindo baixo, mais manso que boi capado ou gatinho miando, muito distante daquele “machão”, “tigrão” da Avenida Paulista que chamava Alexandre de Moraes de canalha e dizendo que se recusava a cumprir qualquer decisão do ministro.

Além de toda a sua covardia, facilmente perceptível por quem possui, no mínimo, dois neurônios, Bozo fez o que sempre faz para salvar a própria pele: abandonar seus “amigos” pelo caminho. Terça-feira, 10, foi a vez daqueles que seguem a cartilha da terra plana, que rezaram para pneus e pediam ajuda a extraterrestres. Aqueles que, em frente aos quartéis, clamavam por AI-5 e intervenção militar foram taxados de malucos pelo “mito”.

E agora, o que fazer? Ora, mugir!!!

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Faroeste

Quando meu polegar já está exausto da longa jornada entre Paramount, Netflix, Amazon Prime e YouTube em busca de um filme que justifique o balde de pipoca, apelo para os clássicos do faroeste. Ontem, caiu “A Volta dos Sete Homens”, com o careca russo-americano Yul Brynner, sem penteados “estrambólicos”, mas com uma atuação espetacular. Inversamente proporcional aos jogadores da seleção brasileira, que, com ou sem penteados extravagantes, atuam mais como “bolas-murchas”.

Filme sensacional! Como minha memória é seletiva ou talvez tenha um parafuso meio frouxo, assisto como se fosse a primeira vez. Mas, segundo Maria, minha “playlist” particular das repetições, ontem foi a centésima segunda vez. E ela diz isso sem pestanejar. Eu, claro, finjo surpresa:

– Isso tudo? Parece inédito!

E Maria responde com aquele olhar e, certamente pensando “doido é doido”:

– Inédito… igualzinho à Sessão da Tarde.

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Leo Lins

A grande discussão travada na internet é condenação do “humorista” Leo não sei das quantas, aqui algumas pérolas do pseudo humorista:

“Whisky tem que ser igual a mulher ouro e com doze anos”,

 O que vocês falam quando terminam de transar? “Não conta pra sua mãe que te dou uma boneca”. Disse que ficou mal, muita gente chamando-o de pedófilo, “só fiquei melhor no dia seguinte quando foi no parquinho ver as crianças, vai no trepa-trepa agora”.

“sou completamente contra a pedofilia, sou a favor do incesto: Se abusar de uma criança abusa do seu filho, ele vai o quê? Contar pro pai?

Creio que humor ácido, contundente não precisar ser vulgar, burro, ofensivo, criminoso, isto é uma deturpação do que é entretenimento. Não vivemos nos tempos do Império Romano, onde a multidão entorpecida ria vendo cristãos sendo devorados por leões. Mas, posso estar completamente errado.

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Coração paterno

Nossa coluna na Papangu de novembro/2024

A recente indicação da Polícia Federal para que o Capitão Bufão, inelegível e inominável, fosse indiciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) gerou grande alvoroço nas páginas políticas e policiais dos mais importantes jornais e veículos de mídia do país. Porém, aqui na aldeia potiguar, outro fato igualmente perturbador, envolto em crueldade extrema, chocou a todos: o vídeo que circulou na internet mostrando um filho carregando, nas mãos, a cabeça de seu próprio pai, após tê-lo assassinado a golpes de facão.

A cena dantesca, repulsiva e de uma brutalidade inimaginável na vida real, parece algo que somente a ficção – sob a direção de mestres do terror como Alfred Hitchcock, John Carpenter ou Roman Polanski – poderia ser concebida. E, ainda assim, talvez nenhum deles ousasse torná-la tão explícita.

Este ato macabro confronta-nos diretamente com o “monstro do Lago Ness” que habita dentro de cada ser humano, uma face obscura que, felizmente, só se revela a poucos, os quais não se pode chamar esses indivíduos de “privilegiados”, pois encarar tal monstruosidade é algo tão horrível quanto inimaginável. Este terrível acontecimento trouxe à minha memória uma das “minióperas” de Vicente Celestino, que, em suas canções, desnudava toda a fragilidade e a complexidade humanas. A canção Coração Materno é especialmente emblemática:

Coração Materno

Disse um campônio a sua amada
Minha idolatrada, diga o que quer
Por ti vou matar, vou roubar
Embora tristezas me causes, mulher
Provar quero eu que te quero
Venero teus olhos, teu porte, teu ser
Mas diga tua ordem, espero
Por ti não importa, matar ou morrer
E ela disse ao compônio, a brincar
Se é verdade tua louca paixão
Partes já e pra mim vá buscar
De tua mãe inteiro o coração
E a correr o campônio partiu
Como um raio na estrada sumiu
E sua amada qual louca ficou
A chorar na estrada tombou
Chega à choupana o campônio
Encontra a mãezinha ajoelhada a rezar
Rasga-lhe o peito o demônio
Tombando a velhinha aos pés do altar
Tira do peito sangrando da velha mãezinha
O pobre coração e volta a correr proclamando
Vitória, vitória tem minha paixão
Mais em meio da estrada caiu
E na queda uma perna partiu
E a distância saltou-lhe da mão
Sobre a terra, o pobre coração
Nesse instante uma voz ecoou
Magoou-se, pobre filho meu
Vem buscar-me filho, que aqui estou
Vem buscar-me, que ainda sou teu!

Não tenho dúvidas de que, em outro plano, a alma do pai decapitado murmuraria:
“Magoou-se, pobre filho meu? Vem buscar-me, que ainda sou teu.”

Assassinato

O plano para matar o Presidente do Brasil, seu vice e um ministro do Supremo Tribunal Federal, não causou tanta como comoção quanto a prisão da “enfluencer” Deolena, aonde algumas centenas miseráveis débeis mentais se aglutinaram na frente de uma penitenciária gritando o nome da criminosa. Como diz meu xamã lá de Baixa do Chico “há algo de podre do Reino da Dinamarca”.

Podre

Podre, podre sim. O Exército Brasileiro é golpista desde a construção da República, de lá até nossa era foram golpes atrás de golpes, sofremos pelos menos de golpes de estado. E se não fossem alguns generais legalistas, democratas viveríamos em ditadura militar.

Caso Isolado

            Estaremos fazendo parte da equipe do posdcast Caso Isolado, sob o comando do amigo Pedro Chê. Programa que fala de segurança pública de forma séria, com um pouco de ironia e humor, afinal, ninguém é de ferro.

Charge

A charge do Saci fará parte da exposição que estamos desenhando com Ailton Medeiros, diretor da Biblioteca Câmara Cascudo, para realização nos meses de fevereiro/março de 2025 ao lado juntamente com os cartunistas Brum e Joe Bonfim. Os três mosqueteiros de volta!

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Penso, logo…

A famosa frase “Penso, logo existo”, atribuída ao filósofo francês René Descartes, sempre me pareceu uma das maiores bobagens. Afinal, eu existo muito antes de começar a pensar; o correto seria dizer “Existo, logo penso”. Imerso na minha opulenta ignorância, passei anos ignorando essa reflexão.

Até 1979, vivia tranquilamente, surfando nas ondas da minha total alienação. Foi então que, empurrado por forças cósmicas, cheguei ao jornal Gazeta do Oeste. Aí, a “casa caiu”. De repente, fui bombardeado por milhares de informações diárias. Algumas amplamente divulgadas, outras como liberdade, sindicatos, greves, direitos civis e democracia só podiam ser discutidas em pequenos grupos, em bares ou dentro de casa. Quem ousasse abordar esses temas em público, seja com megafones ou não, corria o risco de levar uma surra da polícia ou, pior, ser preso e desaparecer para nunca mais voltar. Essa foi a realidade de muitos que se opuseram ao regime de exceção. Até hoje, carrego a imagem do meu amigo Crispiniano Neto, ensanguentado, estampando a primeira página do Diário de Natal.

Por pura provocação a mim e a muitos outros desmiolados, Canindé Queiroz – em memória – escrevia sua coluna intitulada “Penso, logo…”. Foi ela que me impulsionou a olhar para o “existir” com mais carinho. Ao abrir essa nova janela, senti um misto de angústia e humanidade, uma certa perplexidade. Percebi que apenas “existir” não era suficiente, ora, até uma ameba existe. A frase de Descartes ganhou um novo significado para mim: ela fala sobre a percepção de que, ao pensar, tomamos consciência da nossa existência e do mundo ao nosso redor, que então se transforma, revelando outra dimensão, outra realidade.

Minha filha, Jade Brito, costuma dizer: “A ignorância é uma bênção”. Recentemente, peguei um Uber e o motorista começou a discutir sobre Elon Musk, defendendo-o fervorosamente e acusando o ministro Alexandre de Moraes de ser um ditador. Concordei apenas para evitar atritos, enquanto Gustavo Lima tocava no rádio. Cheguei ao meu destino angustiado por ele.

Com o tempo, entendi que o povo não busca a verdade; prefere se apegar a ilusões, como quem foge da dura e cruel realidade. Um trabalhador anti-sindical, um negro racista, uma mulher machista, um pobre de direita, um CNPJ-MEI acreditando ser um “Faria Limers” isto, certamente, reflete essa desconexão. A eleição de Paulinho Freire, um bolsonarista declarado, é resultado desse fenômeno, onde as pessoas se distanciam da realidade, rezando para pneus e pedindo ajuda a extraterrestres, enquanto atentam contra a democracia. É triste observar aqueles que, até a última chuva, tiveram suas casas tomadas pelas águas de lagoas de captação que transbordam a cada chuvisco, por falta de manutenção, aos berros comemorando a vitória de Paulinho.

Nesses momentos, sinto uma vontade danada, quase irresistível de dizer: “Penso, logo desisto”. No entanto, como disse Joseph de Maistre, “cada povo tem o governo que merece”.

Salão de Humor de Natal

Em uma reunião virtual entre Natal e França, eu, Joe e Brum discutimos uma nova Exposição de Caricaturas, na Biblioteca Câmara Cascudo. Faltam apenas pequenos detalhes. Teremos como convidado o cartunista português António Moreira e faremos uma homenagem a um cartunista potiguar.

Perdedor

Um cientista político, desses que aparecem na bancada mídia levianamente direitista, afirmou que o grande perdedor das eleições foi Lula. Porém, Bolsonaro não conseguiu eleger nenhum de seus ex-ministros candidatos.

Botafogo

Não sei quem ganhou ou quem passou para a final da Libertadores, mas aqueles 5 a 0 nos costados do Peñarol foram inesquecíveis.

Frase

“Estou muito orgulhosa desse processo que a gente construiu.” — Natália Bonavides.


Caricatura do poeta, músico compositor Climério Ferreira.

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À minha Maria

Natal, 30 de julho de 2024.

À minha Maria

Em Paulínia/SP

        O “poetinha” Vinícius de Moraes cunhou “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Pode ser uma grande verdade ou não, como diz Cae – veja a intimidade -. O fato certeiro, é que os encontros sempre serão extraordinários, mesmo aqueles que você planeja, sabe o que vai dizer, e diz, aqueles que são frutos do acaso também tendem a ser admiravelmente oportuno ou não precisaria ter acontecido. Enfim, os encontros e desencontros são invitáveis.

       Maria, este nosso desencontro, de férias, depois de algumas décadas: eu no Chile, você em São Paulo/Rio de janeiro, não planejado por mim nem por você, nem por ninguém, foi uma casualidade. Lembrei quando nos anos 80 trabalhamos no mesmo prédio, Edifício Cidade do Natal e, por dois anos a fio e não nos encontramos, a casualidade – destino – estava escrito nas estrelas para reencontramos – desde a adolescência – em 1986, no jornal Gazeta do Oeste e de lá para cá dissemos não aos desencontros…Exceto este… Ah…Deixar pra lá, já guardei o vinho da vinícola de Undurraga para quando você chegar.

       Quase perdi o fio da meada. Ah, sim! Desencontro. Ariano Suassuna diz em uma palestra “se você faz um convite ao brasileiro, se disser eu vou; pode ir ou não. Mas, se ele disser vou fazer tudo pra ir, pode ter certeza que ele não vai”. Foi assim com meu amigo professor e escritor Edilson Pinto, homem de grande sensibilidade e fino trato com a escrita em crônicas postadas no edilsonpinto66, em seu Diário de Um Voluntário. Sabedor que eu iria ao Chile me confidenciou que também estaria por lá, na bela Santiago, em meados de julho e, ficamos de nos encontrar, trocar um “dedinho” de prosa na terra de Neruda.

       Ora, veja Maria: ele chegaria dia 17 e eu voltaria ao Brasil no dia seguinte, 18 de julho. Eu sabia que ele sabia e, ele sabia que eu sabia que a gente não teria tempo para nosso encontro chileno. Mesmo que houvesse tempo hábil, certamente, eu continuaria dizendo que “iria fazer de tudo para ir a nosso encontro”, ele, certamente, ficaria certo do nosso desencontro. Até gostaria, de deixar registrar as digitais em algumas taças de vinho, mas, como todo bom cristão, ele é um “pecador contumaz” e, como tal, sofre da “inveja alvinegra”. Veja você Maria, por diversas vezes ameaçou de quando nos encontramos no Chile me cobriria com um pano vermelho e preto, que chamou de “manto”, você é conhecedora de minha descrença total em superstições. Porém, dizem por aí, “praga de urubu não pega”, mas vai que… E como seguro morreu de velho, “infelizmente” o desencontro se fez presente, não houve tempo para falar com o amigo Edilson Pinto.

P.S.: Desculpe a brincadeira, seria um prazer ter nos encontrados no Chile e dividir com uma boa taça de vinho. Quem sabe no final do brasileirão, em terras brasileiras?

Chile I

      Depois de décadas de trabalho tirei férias de 34 dias, no Chile, impostas por meu primogênito Alex Polary. Por lá fiz diversos passeios à vinícolas, City Tour, Cerro San Cristóbal, El Museo de Cera de Las Condes, Portillo, Parque Safari, fui a Algarrobo onde se encontra a maior piscina ao ar livre do mundo, a beira do Pacífico. Lá, andei feito “porca maga”, com o amigo Clevinho, em Ñuñua – comuna em que mora Polary/Sanara com meus netos Aléssia e Enzo – e suas cercanias para espantar o frio e conhecer o dia-a-dia do povo chileno. Conheci muitas ruas e suas estruturas arquitetônicas e paisagísticas, chileno? Que nada! Frio de “lascar o cano” o povo todo em casa, uma vez ou outra encontrava alguém sendo puxado por seu cão para um passeio “cocozal”.

Chile II

        Mas, devo confessar que fiquei com uma “pontinha”, mentira, uma grande inveja daquele pequeno país, onde há uma valorização da arte que não há por aqui. Conheci vários brasileiros: músicos, garçons, motoristas, empresários que trabalham para viver dignamente. É de dar inveja.

Chile III

Aqui o livro do grande escritor/cartunista cubano radicado no Chile, Pepe Pelayo em parceira como Francisco Puñal, recebido depois de um café e uma boa conversa, em Santiago/CL. No livro impera o bom humor e muita imaginação em textos e fotografias que se fundem numa simbiose criativa dos autores, este o qual, me fará aprender a ler em espanhol.

Chile IV

Uma visão estranhei logo na chegada: Em quase todo esquina e praça que passava tinha alguém se “medicando” puxando um fumo, por lá a maconha é liberada para uso medicinal e muita gente decide se automedicar ao ar livre.

Frase

Nordeste: “pior região do país em todos os aspectos”, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Caricatura

Caricatura do amigo cartunista cubano/chileno Ramon Carrillo.

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Foto & Grafía

Aqui com o livro do amigo cartunista e escritor, cubano, radicado no Chile, @pelayohamoryumor Pelayo em parceira como Francisco Puñal, que recebi depois de um café e uma boa conversa, em Santiago/CL. Livro em que o bom humor e muita imaginação em textos e fotografias que se fundem numa simbiose criativa dos autores. Parabéns, pelo belo livro, amigo.

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Conociendo y compartiendo con reconocido caricaturista brasileño

Mi amigo y colega brasileño Cival Einstein me escribe para informarme que visitará Santiago de Chile, su amigo y coterráneo, Brito Silva, reconocido caricaturista e ilustrador.
Días después nos contactamos y a fin coincidimos para conocernos y compartir un café. Tuvo la amabilidad de hacerme una caricatura y regalármela enmarcada y yo, más humildemente, le regalé solo uno de mis libros.
Fue un encuentro estupendo, placentero, enriquecedor. Espero que se decida -a pesar del frío que le ha tocado vivir-, a venir a vivir a Chile con su simpático hijo que también conocimos.
Gracias, Cival, por darme la oportunidad de conocer a ese gran ser humano y caricaturista que es Brito.

Pepe Pelayo

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À minha Maria

Santiago(CH), 26 de junho de 2024

À minha Maria

Em Natal,(RN-Brasil)

        Você que tudo vê com os olhos da mansidão, mesmo com ruas de nossa bela capital, Natal, as alagadas consegue, no horizonte, ver o arco-íris. Pois muito bem. Aqui chegando – e vamos fazer nossa viagem de carro até aqui – certamente, no primeiro dia será acometida da síndrome do encantamento, do deslumbramento andino. Eu, cabra lá dos lajedos do principado de Baixa do Chico e criado na embaixada de Angicos, nos Paredões, não estaria imune. Abestalhado com a cidade de Santiago e as montanhas que a cercam, vesti um pijama verde para dormir, no outro dia acordei e era azul, à tardinha vi neve rosa nos picos dos montes andinos, no outro dia me disseram que era apenas reflexo da luz do sol que se preparava para dormir além mar, com sono, dormi com as galinhas e o sol ainda lá fora parecia sem sono, noutro dia minha nora Sanara, me alertou que o Astro Rei por estas bandas é preguiço, demora ir deitar-se.

          No segundo dia, Santiago despe-se, se mostrando por inteira em pura realidade nerudiana. Agora, sem aquela paixão de adolescente que nos faz ver neves cor de rosa, mas vendo suas paisagens, plantamos uma semente de amor que vai brotando a cada esquina, a cada curva – evidentemente, não quero deixar enciumada a bela Cidade do Sol, musa e orgulho de todos os potiguares – no shopping vemos a elegância de suas meninas desfilando adornadas por várias camadas de roupas de grifes, gorros, cachecóis, luvas, golas por sobre a boca, expondo apenas os olhos deixando os visitantes, acostumados, aos corpos bronzeados semi-nus de nossas “Garotas de Ipanema”, quer dizer de Ponta Negra, à imaginação.

        A neve nas alturas do Vale Nevado e Farellones, à degustação dos vinhos da vinícola Undurraga, as  sensações são muitas aguçando todos os nossos sentidos de prazeres, tudo é de encher os olhos, de empanturrar nossa memória de vistas deslumbrantes. Mas, como toda beleza também tem seu lado trágico, fomos ao Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos – Santiago, que serviu de palco de horrores durante a ditadura do ditador Augusto Pinochet, de lá saímos entrelaçado com Mercedes Sosa – em memória – cantando “Yo tengo tantos hermanos. Que no los puedo contar”, isto, depois de visitar as casas do grande poeta Plabo Neruda.

          É certo, la belleza del pueblo, de la historia “muy hermosa” nos encanta. Entretanto, “Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá; as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”. Por isso Maria, quando sentir saudades de mim, não se espante se aquela estrela brilhante em sua janela bater.

         Canta, canta Maria, me espere que chego já!

Tema delicado

       Nas terras de Neruda fui ao museu de cera, por lá tive encontro com um “poquito” da história chilena, muita figuras importantes expostas em tamanho natural. Entretanto, seguindo a cronologia dos presidentes dei por falta de Salvador Allende e Agusto Pinochet, logo indaguei a guia que me respondeu “porque es un tema delicado”.

Cartum

Nesses dias Polary e minha neta Aléssia – fissurada em livros – me levaram a livraria Antartica, a rede mais importante do Chile, aonde procuramos por alguma literatura sobre o cartum chileno, para minha decepção não encontramos nada.

Salvo

Meu amigo Cinval, cartunista cearense que conhece o mundo todo, me deu o contato de Pepe Pelayo, um dos grandes daqui, marcamos um café pra depois do dia 2 de julho, que também me repassou o contato de Jorge Montealegre, também cartunista e um estudioso, que espero ter uma boa conversa.

Mily

Chegou Mily, mais uma neta, mais uma Brito. Seja bem-vinda, fique certa, que será muito amada.

Frase

Milei ‘tem que pedir desculpas ao Brasil e a mim’ – Lui Inácio Lula da Silva

Caricatura

“Milei tem que pedir desculpas ao Brasil e a mim” Luis Inácio Lula da Silva Presidente do Brasil

Caricatura

Caricatura do nosso editor da revista PAPANGU, Túlio Ratto com a qual ganhamos MENÇÃO HONROSA no XXIX Salão Internacional de Humor de Caratinga/2024.

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Desenho Animado

        Nesta quarta-feira,12, à tarde, atendendo convite das professoras regentes da biblioteca, Lúcia Alves de Araújo e Fabiana Silva da Escola Estadual Alberto Torres, em Petrópolis, realizamos uma mini palestra sobre “Desenho Animado”, depois aplicamos uma oficina de caricatura para os alunos, no espaço da biblioteca, que leva o nome de Machado de Assis, nome, aliás, escolhido pelos próprios alunos.

        Logo, o tema não poderia ser outro se não Machado de Assis. Foi uma grata surpresa ver pré-adolescentes ao invés dos celulares nas mãos, estavam municiados de papel e lápis prontos para desenhar o grande Machado, diga-se: alunos bastantes interessados e talentosos.

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19 SALÃO DE HUMOR DE CARATINGA-MG.

Nossas 6 caricaturas enviadas para o XIX SALÃO DE HUMOR DE CARATINGA-MG, foram selecionadas em seus respectivos temas.

No ano de 2023 participamos em todas as categorias e os trabalhos enviados foram selecionados, em 2024 enviamos apenas para modalidade CARICATURA e igualmente foram todas selecionadas, neste ano foram mais de 48 países com artistas inscritos. Vivas ao cartum. Vivas ao cartum brasileiro!!!

Selecionados Categoria “Caricatura Livre” do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga.

Selecionados Categoria Caricatura “Ivan Capúa” do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga.

Selecionados Categoria Caricatura “Luis Pimentel” do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga.

Selecionados Categoria “Cartunistas do Brasil” do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga.

Selecionados Categoria “Cartunistas do Brasil” do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga.

Selecionados Categoria “Cartunistas do Brasil” do 19º Salão Internacional de Humor de Caratinga.

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Nossa história

Nossa coluna na Revista Papangu

Nossa história

        O cantor e compositor maranhense, João do Vale, nascido lá em Pedreira – como explicita em uma de suas canções – conta sua vida, numa música bem elaborada melódica, com belos arranjos de violinos carregados de emoções em resumidos e versos fortes da “Minha História” que além do breve panorama de sua vida traz um apelo social com a grandeza de quem conhece a vida dos desvalidos de perto.

        Mesmo depois de chegar ao sucesso diz que continua um João Ninguém, e que ver seus amigos ”doutô” basta para se sentir bem. Mas, aí segue sua dor, a da alma, se impõe nos versos seguintes:

“Mas o negócio não é bem eu, é Mané, Pedro e Romão                      

Que também foram meus colegas, e continuam no sertão

Não puderam estudar, e nem sabem fazer baião…”

       Muitas e muitas vezes me sinto assim com essa dor no peito tal qual João. – resguardadas a devidas proporções entre o grande artista João do Vale e este pé rapado aqui – e poderia até usurpar seus belos versos “Mas, o negócio não é bem eu…”, também tenho os meus Manés, Pedros e Romões que não puderam estudar e continuam no sertão, hoje, muitos deles sobrevivendo a custa do Programa Bolsa Família”, todos vítimas de um sistema cruelmente aperfeiçoado para cada vez mais subjugar e condicionar a classe menos privilegiada à ignorância perene, a uma escravidão do desconhecimento, lhes restando as religiões como guarida, muitas das quais confortam explicando que o sofrimento desta vida será compensado após a morte e, que esta, é a parte que lhe cabe deste “latifúndio”.  

       Mas, o negócio não é bem eu, é o povo gaúcho que está testemunhando as águas afogarem sua bela capital Porto Alegre e outras tantas cidades ribeirinhas, sofrendo a com a “revolta” da natureza, que sem medo, nem dó nem drama, simplesmente ignora sofrimento, dores e caudalosamente ceifa vidas sem distinção de cor raça ou etária. Porém, livrando a cara dos mais abastardo e daqueles que negligenciaram o poder seu poder e os alertas da ciência. Na verdade, a natureza pouco ou quase nenhuma culpa pode lhe ser atribuída, mas aos homens sim, aos políticos negacionistas, que não moram as margens dos rios que alagam cidades inteiras, lagoas que transbordam e encostas sujeitas a deslizamentos, estes têm toda culpa, políticos criminosos que fomentam a divulgar Fake News, sem nenhuma piedade dos sofrimentos alheios, gente da alma apodrecida, purulenta.

       Aqui na terra dos comedores de camarão, principalmente, na capital Natal, as chuvas também causam estragos alagando ruas, afogando carros, motos e pessoas expondo a incompetência do prefeito Álvaro Dias Cloroquina. Se faz necessário reagir, tanto aqui, quanto lá, haverão eleições e é nessa hora que nosso poder se expõe: nosso voto! Portanto, lembrem-se dos seus Manés, Pedros e Romões…

Santiago

        Como diz a cabroeira lá do pé do lajedo do “Principado de Baixa do Chico” já estou todo “enfronhado” de malas prontas para uma estadia de 30 dias lá terra do grande poeta Pablo Neruda.

       Ora, direis “que bicho besta”, eu vos direi no entanto, meu primogênito, Alex Polary, me impôs tirar férias – há anos não faço isto – presenteando com um Tur por Santiago e cercanias. Ainda terei a companhia de Pollyanne e minha Neta Valentina, para segurarem minha mão quando estivermos sobrevoando os Andes. Além, de tudo matar a saudades dos netos Aléssia e Enzo.

Náusea

É nauseante a postura dos deputados estaduais do Rio Grande do Norte, que fazem oposição a Governadora Fátima Bezerra. Na verdade, os excelentíssimos não fazem oposição ao Governo Petista ou a pessoa da professora Fátima Bezerra, mas sim ao Estado. Haja vista a postura que tiveram no caso do ICMS, votando contra a volta do imposto para 20%, retirando dos cofres do Governo alguns bilhões de Reais e, agora fazem chantagem, para pagamento das emendas impositivas. É a oposição pela oposição: Dá asco.

Turismo

Se pretende ir ao Chile a turismo, antes fale com BraChile Transportes & Turismo, que lhe oferece pacote personalizado com Transfer e Passeios. Entre em contato +56 9 6721 8879 ou www.brachile.com.br.

Frase

“Eu começo a não me preocupar mais só com a inteligência artificial, mas com a desinteligência natural de alguns que atuam criminosamente”, Ministra Carmem Lúcia

Caricatura
Caricatura do cartunista, chargista, ilustrador, fotógrafo Roberto Neto, para o 19º Salão de Humor de Caratinga, na categoria CARICATURA “CARTUNISTAS do BRASIL”.

Brito e Silva – Cartunista

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Vaidade

Nossa coluna na revista Papangu

A vaidade, talvez, seja inerente somente ao ser humano. Talvez? Sim! Talvez, porque cientistas já descobriram que árvores podem sentir dor, logo, sabe-se lá se também não padecem deste mesmo pecado que tornar todos nós iguais? Imaginem uma palmeira imperial embebecida com toda sua imodéstia falando ao pé de Juazeiro – que também, por ser uma das raríssimas plantas da Caatinga a permaneceram com sua copa verde durante o período de falta de chuvas , faz bullyng coma Jurema que fica ressequida, sem folhas e seus galhos tomam o tom amarronzado, parece mortos – “E aí, tronco de amarrar cachorro…”. Sei que vocês vão dizer que estou delirando, ora, eu vos perguntarei, no entanto: e tudo não é delírio?

Deixando a profundidade de lado. Outro dia conversando com minha filha Pollyanne, falamos bastante sobre o fato de se manter um certo ponto de equilíbrio para tornar o viver um pouco mais leve, sem ser vulgar e menos ainda permanecermos na média, sem empáfia louvor dos medíocres, isto é, aplicarmos o velho e bom provérbio usado por minha Vovó Bezinha “nem tanto ao Céu, nem tanto ao inferno” ou o que disse Homem de Nazaré “A César o que é de César”, quer dizer, é preciso entregar o que a ocasião exige, sem ferir seus princípios. Quando não sem tem consciência e o entendimento necessário corre o risco de oscilar para os lados errados e aí nos tornar fúteis, soberbos, cegamente vaidoso.

Aos 105 anos Santo Antão, que por 80 havia resistido a todos os truques do “Malicioso”, entregou-se à vaidade: “Você venceu! Pela primeira vez na história alguém foi mais forte que eu” e deu as costas para ir embora, Antão prostrou-se de joelhos e agradeceu a Deus com uma oração simples, “Muito obrigado, agora me tornei um santo”, o diabo voltou-se com um sorriso vitorioso no canto da boca, assim disse Gustave Flaubert quando escreveu as Tentações de Santo Antão.

Eclesiastes 1:2-18, está escrito “tudo é vaidade”, ora, se assim o é, então que façamos da própria vaidade, em doses homeopáticas, uma mola propulsora para autoestima, que em consonância com nossos valores não negociaveis, certamente, pode proporcionar mais leveza à vida. Fala-se da fraqueza da carne e, é mesma, contudo, o espírito é muito mais, tendo potencial a contaminação: há os acometidos da síndrome da “Rainha Má e o espelho”, olham no espelho e querem ver outra pessoa., também proliferam aqueles que desligam a função do WhatsApp para você não saber se sua mensagem vista.

Evidente que há pessoas, assim como eu, acreditando possuírem pouca ou nenhuma vaidade, e por acaso for provada a existência, é apenas um naco de nadinha. Entretanto, a minha trago-a a rédeas curtas e no enforcador, quando posso.

Vaidade II

Honoré de Balzac dizia “Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa a exibir”. Porém, a vida não se resume em festivais.

Honoré de Balzac dizia “Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa a exibir”. Porém, a vida não se resume em festivais.

Vaidade III

Confesso meu pecado, minha vaidade. Tenho sim um orgulho danado de ter vivido no tempo Ziraldo, de Dom Hélder Câmara, Mandela. Lula…

Afrika

Levando a quem ouve às terras africanas ou no mínimo nos convida para uma viagem às nossas ancestralidades. AFRIKA, é novo single do amigo jornalista e músico de primeira linha Moséis de Lima. Entretanto, não espere semba, Kzomba ou guedra, pelo contrário é um rock com belos e bem elaborados solos de guitarra. É verdade, que tem um tambor ditando ritmo, mas a letra forte, esta sim é carrega de africanidade. Vivas a Moisés! Vivas à AFRIKA!

Santiago do Chile

Como diria meus colegas de trabalho, do jornal Gazeta do Oeste, Ivonete de Paula – In memoriam – e Gomes Filhos – In memoriam – “afivelando as malas”, Sanara ponha água no feijão, junho está chegando e a terra de Plabo Neruda que me aguarde.

Frase

“Há dois anos, eu chamo o ministro Alexandre de Moraes de “ditador de toga” – Silas Malafaia

Caricatura

Desenho do agitador cultura e fotógrafo Antônio Bizunga.