Luiz Alves morreu

O tempo, de fato, é senhor de todos nós. Mais cedo ou mais tarde ele nos diz que já cumprimos nossa tarefa e que nosso quinhão foi aceito. Há pouco, em outro post dizia que não passamos por este torrão incólume, sem quitar a temporada, todos pagam uma prenda e, o tempo que já usei me diz e reafirmar isto: chegamos zerados e voltamos zerados.

Entretanto, toda regra há exceção e alguns iluminados recebem a dádiva de caminhar por este chão e ter saldo para outras muitas vidas: o “Velho” foi uma dessas almas. Há pouco meu amigo Caio Muniz me comunicou que o Luiz Alves terminou de escrever sua última linha e pôs um ponto final: Luiz Alves morreu.

No jornal Gazeta do Oeste e nas rodas dos bares da vida, com o Velho aprendi a ser mais solidário, a olhar ao meu redor com uma visão mais generosa, aprendi a dividir, lutar por um mundo melhor para todos.

Eu tenho um orgulho danado de ter vivido no seu tempo. Obrigado.

Vá em paz, amigo!

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