Só No Blog Mesmo

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O voto: arma perigosa

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Após, o rio de lama que desceu à ribanceira e as novas enxurradas que virão, ainda iremos continuar a sofrer a força das oligarquias Brasil a dentro, poucas mudanças ou quase nenhuma – se o povo assim o quiser-. Aqui, na aldeia potiguar não é diferente, o silêncio é mortal em relação aos políticos e suas lideranças estarem envolvidos em malfeitos ou com problemas com a justiça eleitoral ou criminal, ninguém fala nada. Blogs, jornais, tvs, redes sociais não digitam um caractere se quer, uma vez ou outra um desavisado tenta romper o lacre da fossa, logo é bombardeado por comentários poucos democráticos.

As oligarquias da taba, já são senhoras sexagenárias, tem a malícia e prática dos anos a seu favor, ela compila votos como quem apanha algodão, com a mão suave, deixou para trás o velho cabresto e o chicote, hoje é mais sútil: ela compra os meios de comunicação de porteira fechada, isto é, com tudo que há dentro, quando não trocam suas concessões por negócios inconfessáveis. Porém, a Lava-Jato, Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Eleitoral vieram para desnudar esta velha e assanhada persona, expondo sua verdadeira face, aquela que víamos era um disfarce, uma máscara como a do Rei Balduíno IV, de Jerusalém.

As velhas oligarquias estão de joelhos, revelou-se seu macróbio corpo pelancudo, carcomido, decrépito e sujo de sangue das almas que morrem nos corredores dos hospitais e postos de saúde, das crianças que perecem por falta de leitos neonatal, da falta de segurança. A velha está frágil, é verdade, mas não está morta e, portanto, pode ressurgir vigorosa e gerar outra para ocupar seu lugar preservando sua linhagem. Entretanto, um simples ato pode desencadear sua extinção ou uma baixa significativa que a deixaria estéril: o voto! A velha senhora alimenta-se de voto, corte este suprimento e ela morrerá de inanição.

O voto, esta arma perigosa é mortal contra político corruptos e oligarquias putrefatas.

 

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Chamaeleonidae

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Não precisa fazer estudos paleontológicos, morfológicos ou biológicos para se perceber que políticos não pertencem à família do hominídeos, e sim à família Chamaeleonidae, tal é sua capacidade de adaptação ao ambiente, às oportunidades e tamanha habilidade de ludibriar.

No momento em que o país atravessa uma crise política/financeira e quase institucional, o presidente michel temer faz um “agrado” ao Judiciário e ao funcionalismo público lhes dando aumento salarial, numa clara cortina de fumaça para camuflar e tirar o foco do golpe em andamento. Lá por “riba”, – como diria meu amigo Delegado (porteiro e filósofo) -, o buraco é mais embaixo, aliás, o jogo é baixo mesmo. Pois, muito bem, nas terras potiguares, mais especificamente nas terras monxorós os nobres vereadores, sem muito esforço para provar que fazem parte da nobre casta, dos Chamaeleonidae, que não dão a mínima à opinião pública, – sim, político que se preza, que é da gema mesmo, desdenha seus eleitores confiando na memória fraca deles -, se deram aumento salarial, passando da “mixaria” de R$ 9.000,00 para R$ 12.000,00. Claro, foi votado em regime de urgência, para não dar trela ao povo.

Enquanto isso, na cidade de Água Branca, no Sertão paraibano, foi aprovado, pela Câmara de Vereadores um projeto que reduz o salário dos parlamentares para um salário mínimo à partir de janeiro de 2017.

A classe usa da máxima “quem não está contra mim está comigo”.Isto é, se você não diz nada a “moçada” pinta e borda.

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Veredito final.

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Segundo analistas especialistas no borogodó político do “País de Mossoró”, o cenário plantado, recado e bem adubado pela família Rosado, nos últimos anos se mostra forte e robusto, mesmo divido em três frações sempre mantiveram a dianteira em relação aos seus adversários, quando não, os sufocavam cortando seus suprimentos de oxigênio político eleitoral.

Os mais apaixonados juram de pés juntinhos, de joelhinhos em caroços de milho, que o “acontecido” na eleição passada foi um “acidente” de percurso e que o momento é de extrema facilidade, pois Rosalba lidera todas pesquisas para ocupar o Palácio da Resistência, sede do Governo Municipal de Mossoro. A possível junção dos outros dois grupos seria mais um facilitador à voltar da família Rosado ao poder municipal.

É bom lembrar que os três grupos tem problemas com a Justiça: bens bloqueados, entre outros. Rosalba continua sendo a principal protagonista da cena, tanto da política como da Justiça. A Rosa foi condenada pela segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN) (PP) por improbidade administrativa, quando da administração do Estado, por causa de irregularidades na construção do Arena das Dunas.

Fora todas as pendências jurídicas, é bom lembrar dois pontos importantes: a posição à família Rosado não está morta e quem vai dar o veredito final é eleitor, se não combinar com ele, não há já ganhou que dê jeito.

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Santos “de casa” obram milagres.

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Santos “de casa” obram milagres.

Não deveria, mais ainda me surpreendo quando ponho os olhos sobre muitos conterrâneos que sucumbem ao caminho da complacência com os políticos da aldeia dos comedores de cabeça de camarão. O grande poeta Caetano Veloso diz “coragem grande é poder dizer sim” e, sem dúvidas tirar a venda dos olhos para olhar ao seu redor e ver a sujeira em seu quintal ou embaixo da soleira, não é para todos: só para os raros.

Aqui, usamos o velho truque da avestruz: enfiamos nossos quengos (como diz o homem dos tamanquitos: Caby da Costa Lima) nas dunas de areias de Genipabu e nas areias coloridas de Tibau(se é que ainda existem), acometidas de labirintite temporária pelo efeito da 51 ingerida pela casta mais baixa e outros, claro, pelo whisky 18 anos, e, anestesiados esticamos o dedo para os lados do Planalto Central do Brasil, como se lá fosse o princípio de todos os males que flagela a nação abençoada por Deus e bonita por natureza. Parece até que vivemos em uma dimensão e os políticos em outra.

Enquanto isso, as velhas oligarquias bolorentas potiguares se regozijam, aproveitando-se de nossa Síndrome de Estocolmo e, feitos zumbis, avalizamos seus malfeitos, sem questionamentos.

Poucos ou quase ninguém repercutem ou discutem nossos listados na Operação Lava-Jato ou em outras pendengas políticas/judiciais: Não para condená-los, julgá-los, mas para termos melhor ciência o porquê de tais acusações, ou até mesmo oportunizar a eles uma defesa, explicarem, esclarecerem a seus eleitores porque pesam tais suspeitas sobre eles. No entanto, eles fingem que não fizeram nada e nós fingimos que acreditamos. Muito deles apostam em nossa servidão, memória fraca e cumplicidade velada.

Temos as principais lideranças políticas do Estado do Rio Grande do Norte, encalacradas com a justiça: José Agripino, Henrique Alves, Garibaldi Alves, Henrique Eduardo Alves, Rogério Marinho, Rosalba Ciarlini, Sandra Rosado, Larissa Rosado…

Precisamos sair urgentemente desta zona de conforto perigosa, até para separamos o joio do trigo. Afinal, nem todos são culpados, nem todos são inocentes.