Entrevistas

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A Arte de José Brito e Silva no beBee

Desenhista, ilustrador, chargista e, sobretudo, caricaturista, José Brito e Silva é uma verdadeiro craque do lápis, capaz de reinterpretar a perfeição as feições mais características de personalidades e de gente comum.

Suas habilidades, bem como seu longo currículo, foram construídos ao longo dos anos através da ‘práxis’ artística. Começou a desenvolver suas habilidades muito jovem, quando ainda cursava o ensino fundamental. Não chegou a frequentar a universidade, já que isso era algo pouco habitual para um garoto filho de camponeses de uma pequena cidade do Rio Grande do Norte.

Mesmo assim, sua paixão pelos grandes nomes das Artes Plásticas sempre foi muito grande, tanto que chegou a comentar em uma entrevista:

 

“A admiração por Picasso, Salvador Dali, Anita Malfatti e Cândido Portinari me levaria a ter cursado Belas Artes, porém, na minha cidade não existia.”

José Brito e Silva

Sua carreira começou, efetivamente, nos anos 80. Dotado de uma grande iniciativa levou a cabo vários projetos pessoais bem como outros tantos contando com a participação de amigos. Foi nessa época também que começou a trabalhar com uma infinidade de destacados meios de imprenssa, dentre os quais podemos destacar a Gazeta do Oeste e O Mossoroense, chegando, Inclusive, a colaborar com o mítico Pasquim.

No entanto, essa lista é ainda mais extensa como podemos ver na entrevista que concedeu a Tifany Rodio e também nesse outro artigo publicado em nossa Hive Blog.

No vídeo abaixo podemos escutar através de suas próprias palavras toda essa fantástica trajetória.

Brito na internet

Zeloso com sua marca pessoal, Brito não tardou em marcar presença na web, criando o Blog de Brito, plataforma onde posta regularmente seus trabalhos mais recentes.

Também é muito ativo nas Redes Sociais. Nesse ano de 2016 tornou-se mais um dos Producer que compartilham conteúdo relevante no beBee. Desde então temos o prazer de ver sua obra em nossas colméias.

Bem, melhor que falar, é apreciar o trabalho desse grande artista. Abaixo, deixo uma mostra de seu incrível trabalho:

Da direita para a esquerda: Donald Trump, Fidel Castro e Gilberto Gil

Da direita para a esquerda: Bob Dylan, John Denver e Chico Buarque

Da direita para a esquerda: Ferreira Gullar, Jimi Hendrix e Brigitte Bardot

Da direita para a esquerda: Xuxa, Arnaldo Antunes e Belchior

E, evidentemente, os capitães do navio, Javier 🐝 beBeeJuan Imaz

Espero que vocês tenham gostado e não deixem de visitar o Blog de Brito e seu muro no beBee

Artigo escrito por Marcos Vinicius Fernandes Ferreira – Marketing Strategist for Brazil • beBee

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beBee: um caso de amor

brito-bebee

Não costumo, aliás, acredito ser esta a primeira vez que publico algo assim no meu site. Sempre fui de bastidores, para mim, meu trabalho é sempre quem deve estar na linha de frente e, ainda penso assim – dizem alguns “maldosos” que é minha timidez pisando no ABS, sou réu confesso: a timidez é maior que a vaidade. Entretanto, devo afirmar que fiquei bastante lisonjeado quando fui escolhido à reinauguração da página Perfis profissionais do beBee, com minha entrevista e não bastasse isso, logo depois, recebo estes mimos – como diz por aqui, no meio publicitário-, não resisti ao espelho: publico. Obrigado  Juan Imaz e Javier Cámara, presidente e o CEO do beBee. Tifany Rodio (beBee Content Manager – Madrid, Espanha) meu muito obrigado pela generosidade. Abraços. Sucesso à beBee!!!

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Decifrando o trabalho de um… Caricaturista

Juan-e-Javier.bebee
26/07/16

Perfis profissionais

Como é o trabalho de um caricaturista e chargista? Entrevistamos o grande José Brito e Silva, autor do Blog do Brito e responsável por ter assinado trabalhos em um sem-número de veículos de comunicação pelo país.

Ao hiveBlog ele conta sua história pessoal e detalhes sobre a profissão. Aprenda com as respostas inspiradas deste craque!

 

1- Qual sua formação?

Venho de uma cidade do interior do Rio Grande do Norte, Angicos, da região nordeste do Brasil, e um filho de camponês pensar em uma formação acadêmica era sonho mesmo, quase impossível nos anos 70, pois poucos conseguiam.

Primeiro, o homem do campo imaginava uma vida melhor nas cidades maiores e migrava, como fez meu pai que acabou indo para Mossoró (a segunda maior cidade do estado). A ação mais emergente ao chegar na cidade grande era a subsistência, depois se pensava em outras possibilidades para família. Porém, no ensino fundamental, nas aulas comecei meus primeiros rabiscos desenhando figuras para ilustrar os trabalhos de história e isto foi continuado no ensino médio.

admiração por Picasso, Salvador Dali, Anita Malfatti e Cândido Portinari me levaria a ter cursado Belas Artes, porém, na minha cidade não existia.

 

“A admiração por Picasso, Salvador Dali, Anita Malfatti e Cândido Portinari me levaria a ter cursado Belas Artes”

 

2- Como é a reação das pessoas quando você conta sobre seu trabalho? Acham curioso?

 

Dentro do universo da comunicação e da arte não há esse tipo de questionamento. Logo que chegou a internet, criei um site www.blogdobrito.com onde passei a escrever e publicar charges e cartuns.

A reação foi imediata, porque passei a atingir outro tipo de público, mas aí começou umaenxurrada de pedidos para fazer desenhos e caricaturas gratuitas e isto foi potencializado com as redes sociais. Muitas pessoas não acreditam que desenhar é um trabalho como outro qualquer, que nós desenhamos por esporte e não como ofício, um trabalho…

 

“Muitas pessoas não acreditam que desenhar é um trabalho como outro qualquer”

 

Grace-Jones-blog

Grace Jones, por José Brito e Silva

 

3- Você trabalhou 37 anos em meios de comunicação… é muita coisa! Onde você já publicou seus trabalhos e onde ainda gostaria de publicá-los?

 

Aqui, no meu estado, RN, trabalhei em quase todos os jornais e TVs. Em Mossoró, trabalhei no jornal Gazeta do Oeste, o Mossoroense e atualmente faço uma charge semanal para o Mossoró Hoje, jornal de Fato mantém um link do www.blogdobrito.com e mais de uma dezenas de blogs reproduzem charges minhas.

Em Natal (RN) trabalhei no RN Econômico,(Revista); jornal Dois Pontos; jornal Salário Mínimo (jornal de esquerda); Jornal Estilo; O Povão(PE); publiquei uma ou duas charges no Pasquim (Rio de Janeiro); Novo Jornal e fiz charge animada para as Tvs Tropical (Rede Record) e Intertv Cabugi (Rede Globo).

Hoje, estou na bancada do programa Liberdade de Expressão, da TV União (Natal) semanalmente, onde faço comentários e veiculo uma charge animada.

No Final dos anos 80, fomos para Rio Branco (AC), no norte do país, eu e minha mulher Maria do Socorro, onde fui assumir a direção de arte e cenografia da TV e Jornal Rio Branco. Participei de várias exposições de artes e fiz algumas exposições individuais de caricaturas de políticos do Estado do Rio Grande do Norte.

Ah! Nos 80, eu, Laércio Eugênio e Jackson Cassiano criamos uma revista só de charges e cartuns– talvez a primeira do estado-, chamada Tabefe, dizem que está exposta no Museu de Arte Moderna do Japão.

Sinceramente não sei onde gostaria mais de publicar, talvez eu não me enquadraria nos grandes veículos de comunicação nacional. Não fico muito à vontade fora da minha zona de conforto que é meu escritório. Trabalho ouvindo a música que eu gosto e os sons da minha casa: Socorro conversando com as plantas dela, a voz de um neto, no viva voz, o som desafinado do meu violão, são hábitos que uma pessoa com mais de meio século de vida adquiriu e só vai somando a outros…Talvez trabalhar para o beBee.com…kkkkk 🎉

 

“Nos 80, eu, Laércio Eugênio e Jackson Cassiano criamos uma revista só de charges e cartuns”

 

4- A charge necessariamente tem que ter um ponto de comédia e atualidade ou não é bem assim? 

 

Não! Porque charge não é humorEla tem que ser fundamentalmente crítica e caricata. Se couber uma pitada humor a mais cai muito bem, mas você não pode ou não deveria fazer uma charge com humor usando a imagem daquele menino sírio que apareceu morto numa praia turca, isto seria descontruir a essência da charge, da denúncia, do tapa na cara, a charge (carga do francês).

Muito embora charges, cartuns e caricaturas não se enquadrem no politicamente correto,é preciso saber dosar e não ultrapassar a linha tênue do respeito e da ética. E claro, para fazer uma boa charge você tem que está antenado com os assuntos mais importantes daquele momento.

Já o cartum é essencialmente atemporal e mais solto, proporciona mais liberdade exatamente por não possuir compromisso com o atualidade, mas com uma causa, um hábito, um comportamento.

 

“Charge não é humor. Ela tem que ser fundamentalmente crítica e caricata”

 

Menino-sírio-blog

Menino Sírio, por José Brito e Silva

 

5- Sabemos que os veículos impressos estão passando por uma grande reestruturação. Qual é o impacto da era digital na carreira de um chargista? Para onde você vê que ela está caminhando?

Todos as vezes que há mudanças de grande monta, se cria um pânico, porque ninguém tem a certeza para onde se vai. Vi isto na mudança da tipografia para impressão offset, com a chegada do computador, e agora estamos vivenciando a era digital. Muitos jornais e revistas estão fechando ou migrando para a grande rede e com isso causando um frisson entre os profissionais.

Eu gosto do novo, do desafio do papel em branco. Logo que surgiu a mesa digital comprei uma, no segundo dia já estava desenhando nela. Tive que voltar a desenhar no papel para não perder minha identidade profissional, mas desenho no papel digitalizo e finalizo no Mac.

A carreira de chargista vai existir enquanto houver um veiculo de comunicação. Outro vi dia um robô japonês que desenhava, mas ele não tem o meu traço, não tem a minha imprevisibilidade. Para onde vai nossa profissão eu não sei. Mas, se estiver vivo, vou pra onde ela for.

 

“Outro vi dia um robô japonês que desenhava, mas ele não tem o meu traço, não tem a minha imprevisibilidade”

 

6- Quais são as características e habilidades que um profissional que trabalha com charges e caricaturas deve ter?

 

Bem, para fazer caricaturas saber desenhar é fundamental ao passo que, para ser um chargista não é necessário este atributo.Tínhamos aqui no Brasil, infelizmente nos deixou nesta dimensão, o maior exemplo: Millôr Fernandes, que era um genial chargista e desenhava horrivelmente, mas tinha ciência do seu tempo, dos conflitos e mazelas que afligem a humanidade e, isto, é primordial para um chargista.

 

“Millôr Fernandes desenhava horrivelmente, mas tinha ciência do seu tempo, dos conflitos e mazelas”

 

Brito é o autor da caricatura de capa desta entrevista, que retrata com perfeição o presidente e o CEO do beBee, Juan Imaz e Javier Cámara.

+BÔNUS!

“Escutar” o que este artista tem a dizer é um privilégio. Neste artigo do Producer você encontra novas perguntas e uma caricatura exclusiva para seguir conhecendo mais sobre ele;

A curiosa carreira de cartunista – com José Brito e Silva

Todos (ou quase todos) os usuários do beBee já conhecem José Brito e Silva, este grande cartunista que está dando o que falar com as caricaturas dos integrantes de nossa rede social. Ele começou retratando nosso presidente Juan Imaz e o CEO Javier Cámara e promete mais desenhos pela frente.

Ficamos curiosos para saber mais sobre sua profissão, e portanto trazemos aqui mais uma entrevista com um ilustre usuário do beBee. Quem sabe você não será o próximo?

 

Papa Francisco, por José Brito e Silva

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Brito, que tipo de desenho você mais gosta de fazer?

Indiscutivelmente qualquer tipo que possa inserir umamensagem crítica do nosso tempo e, isso o cartum me possibilita. Quando você faz a caricatura de um político, de um empresário ou mesmo de um fato que tenha uma certa expressão na sociedade, ela vai carregada de críticas, as vezes positivas outras nem tanto.

Por exemplo: quando fiz as caricaturas de Juan e Javier foi uma forma de dizer: eu aprovo a estratégia usada por vocês, que é de ser eles mesmos os garotos propaganda do negócio, são eles os maiores vendedores do beBee, achei fantásticos. Então, me sinto bem a vontade desenhando cartuns e nem sempre sou tão bonzinho. kkkk, às vezes pego pesado com os políticos.

 

Houve um ponto de transição em que desenhar passou de um hobby para ser uma carreira?

 

Desde os bancos escolares já desenhava. Em 1979, fiz um concurso de desenho promovido pelo jornal Gazeta do Oeste, tirei o primeiro lugar e passei a fazer parte do departamento de arte do jornal. Meu sogro, Antônio Caetano, quando soube, disse que eu não conseguiria dar de comer a filha dele com isso kkkk, e foi falar com o dono do jornal, Canindé Queiroz (que era amigo dele), para que me deixasse por lá que ele mesmo pagaria o meu salário, o quê não foi necessário, pois Canindé afirmou que eu tinha talento.

Eu acreditei… Desde então, milito na área. Agora, sem dúvidas foi um transição brusca, saí de desenhos escolares para desenhar profissionalmente figuras que estavam fazendo história.

Conte pra gente nos comentários o que achou da entrevista!